Um dos novíssimos aviões de transporte militar Airbus A400M Atlas despenhou-se esta manhã ao descolar, perto do aeroporto de Sevilha, levando ao desvio de outros voos para aeroportos próximos. Desconhecem-se ainda as causas do acidente, mas existem relatos de que teria havido indicações de problemas com os complexos sistemas aquando da descolagem, com a queda a dar-se apenas instantes depois. Os relatos iniciais falavam de 3 mortos, mas o número de vítimas poderá ter sido maior. De momento a Reuters e a Agência France Press falam de 4 vítimas mortais. Entretanto o Primeiro-Ministro Mariano Rajoy já teria enviado os seus pêsames às famílias das vítimas.

Publicidade
Publicidade

Ao despenhar-se, o A400M atingiu ainda um cabo elétrico, causando uma quebra no abastecimento de energia ao subúrbio de Carmona e fábricas próximas. Os serviços de socorro acorreram rapidamente ao local, estando as próprias autoridades da Airbus a ajudar como podem. Convém recordar que o avião foi montado na linha de produção que se encontra em Sevilha. Espera-se que um inquérito ao incidente possa agora descobrir as causas do mesmo.

O A400M é uma das mais recentes apostas da construtora aeronáutica europeia Airbus, que estabeleceu uma forte divisão militar após a aquisição e incorporação de diversas outras companhias aeronáuticas ao longo dos últimos 20 anos. Equipado com quatro motores e avançada tecnologia, foi pensada com o objetivo de substituir os vetustos transportadores C-130, ao mesmo tempo que adicionaria novas funções às frotas de transporte dos países clientes.

Publicidade

Cada exemplar custa cerca de 150 milhões de euros e, até ao momento, foram feitas mais de 170 encomendas vindas de 8 países diferentes, incluindo a Turquia, nação que deveria receber o avião que agora se perdeu. Outros utilizadores são a Alemanha, a França e o Reino Unido. Ironicamente, a Espanha ainda não possui unidades operacionais.

Não obstante os números, a verdade é que o projeto tem sido vítima de problemas desde o seu início. Atrasos e deslizes orçamentais levaram a fazer temer pela sua sobrevivência, e o número relativamente tímido de clientes, não obstante a enorme quantidade de velhos C-130s e aeronaves similares ainda em serviço, estão a levar a Airbus a promover o A400M com mais agressividade. Existe o receio de que a empresa não seja capaz de lucrar com este modelo.

Este é o segundo grande incidente com aeronaves militares a dar-se em Espanha este ano. Em Janeiro, a queda de um caça F-16 grego, também durante a descolagem, havia causado 11 mortos e destruído um total de 5 aeronaves militares.

Publicidade

O exercício que decorria então, feito sob a alçada da NATO, foi cancelado após o sucedido. Por sua vez, a própria Airbus tem visto aeronaves precedentes das suas fábricas a serem envolvidas numa série de incidentes de algum mediatismo ao longo dos últimos meses. Conquanto tal se possa dever mais à ubiquidade destes aparelhos e não a problemas apresentados pelos próprios, a cobertura mediática tende a manchar a sua fama. #Acidente de Aviação