Charles Harvey Eccleston, de 62 anos, foi detido pelo FBI (Federal Bureau of Investigation, em inglês) por alegadamente ter tentado vender, a países estrangeiros, informação sensível da Administração Obama, sobre energia nuclear. O homem foi detido nas Filipinas, onde vivia desde 2011, e já foi extraditado para os Estados Unidos da América (#EUA), onde será julgado. O ex-funcionário da Comissão Reguladora Nuclear dos Estados Unidos (NRC) terá tentado extrair informação classificada em matéria nuclear do departamento de Energia com o objetivo de vender ao estrangeiro. Acabou por ser detido pela FBI e enfrenta agora quatro acusações, incluindo fraude eletrónica.

Publicidade
Publicidade

Se for considerado culpado pelas quatro acusações, o homem de 62 anos pode ser condenado a uma pena de até 50 anos de prisão. Em causa, está a tentativa de aceder a informação classificada da Administração Obama através de uma variação da técnica de 'phishing'. Vulgarmente conhecida por 'spear-phishing', permitiria enviar uma mensagem de correio eletrónico a vários destinatários. Uma vez que os recetores conhecem o emissor, o e-mail surge como sendo proveniente de fonte seguro. No entanto, quando a mensagem é aberta, o computador do destinatário é automaticamente infetado por um vírus informático com a capacidade de extrair informação que vai armazenando.

Despedido em 2010 da NRC, Eccleston ter-se-á dirigido a uma embaixada de um país não identificado e proposto fornecer-lhes informação sensível em matéria nuclear do departamento de Energia da Administração Obama, obtida enquanto trabalhava na agência governamental.

Publicidade

As movimentações do antigo funcionário levantou suspeitas por parte do FBI. A polícia federal norte-americana enviou agentes encobertos com a missão de encontrar Charles Harvey Eccleston. Fazendo-se passar por representantes de um país e, de acordo as autoridades, o antigo funcionário da agência disponibilizou-se para, recorrendo à técnica de 'spear-phishing', enviar mensagens de correio eletrónico fraudulentas. O intuito seria danificar os computadores do departamento de Energia da Administração dos EUA e, assim, retirar informação classificada. Tudo isto a troco de dinheiro.

No início deste ano, Eccleston enviou mensagens de correio eletrónico a mais de oito colegas de trabalho mas, segundo o FBI, nenhum computador da NRC foi infetado. Em 2013, os EUA voltavam a estar nas bocas do mundo devido às revelações de Edward Snowden. O norte-americano denunciou o programa de vigilância telefónica da Administração dos Estados Unidos. As revelações do antigo funcionário da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla inglesa) teve várias implicações, nomeadamente tensões diplomáticas entre os EUA e os países afetados por causa desta vigilância permanente e espionagem em larga escala. #Governo