Karla Perez e o seu parceiro queriam ter um bebé. Mas às 22 semanas de gravidez, a mãe sofreu uma hemorragia cerebral que a deixou com morte cerebral. A sua família e a equipa médica do hospital de Nebraska enfrentaram uma tarefa monumentalmente difícil: manter a mãe de 22 anos viva, para que o bebé se pudesse desenvolver e atingir uma idade gestacional que o permitisse nascer.

Foi um procedimento novo para os envolvidos. Segundo a literatura médica, a última vez que uma mulher com morte cerebral deu à luz nos Estados Unidos da América foi em 1999. Os médicos conseguiram manter Karla Perez viva durante 54 dias e no dia 4 de Abril fizeram nascer o pequeno bebé, com pouco mais de 900 gramas, através de uma cesariana.

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A mãe morreu dois dias depois do nascimento de Angel, nome que foi dado ao bebé.

Tudo para o benefício do bebé

Todd Lovgren, um dos médicos envolvidos explicou à imprensa local que com "22 semanas o bebé não poderia sobreviver fora do útero" por isso se se queria que o bebé tivesse alguma hipótese de sobreviver "teríamos de tentar prolongar a gravidez de Karla por tanto tempo quanto possível". Segundo o especialista, "a família de Karla pediu-nos para tentar prolongar a vida da mãe o máximo de tempo possível para benefício de Angel".

Perez sofria de artrite reumatóide juvenil e sabia desde cedo que a gravidez seria difícil, de acordo com o hospital. Muitas vezes as mulheres com artrite reumatóide são aconselhadas a não engravidar, não por causa da doença em si, mas porque têm de parar a toma das medicações que controlam a doença e a dor que inflige, disse o médico de Perez, Tifany Somer-Shely.

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Angel mantém-se estável

Karla Perez tinha dado à luz uma menina saudável, há três anos e os médicos não esperavam grandes problemas desta vez. "A gravidez era tão importante para ela e para o seu parceiro que escolheu parar com toda a medicação" disse Somer-Shely. "Eles estavam muito animados com a ideia de vir ter este bebé".

Angel tem-se mantido estável desde o seu nascimento e foi na unidade de terapia intensiva que viveu o primeiro mês de vida. Ele permanece com um dispositivo nasal e come através de um tubo de alimentação. Os médicos esperam que ele permaneça na unidade mais um mês. #Casos Médicos