Marine Le Pen, actual presidente da Frente Nacional, prepara-se para expulsar o pai, Jean-Marie Le Pen, depois de sucessivas declarações polémicas e depois de, no dia 1 de Maio, ter interrompido o comício da filha, enquanto esta discursava. O histórico líder do partido parece estar furioso e promete ripostar. Desde logo o fundador da Frente Nacional espera que a filha perca as presidenciais em 2017, mas o político francês vai mais longe e exige que a mesma mude de apelido rapidamente.

No último domingo, Marine Le Pen, que está à frente do partido desde 2011, veio a público proibir o pai de falar em nome da Frente Nacional.

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Além disso, na segunda-feira, o conselho executivo do partido reuniu-se e decidiu retirar-lhe o estatuto de membro fundador do partido. Também em risco está o estatuto de "presidente honorário", criado especialmente em 2011 para se dar a substituição no cargo de presidência. A expulsão de Jean-Marie do partido ainda não foi consumada e uma decisão final será apenas aprovada numa assembleia geral extraordinária do partido, a realizar dentro de três meses. O fundador da Frente Nacional acredita que a maioria do partido irá apoiá-lo.

Aos 86 anos Jean-Marie Le Pen, conhecido pelas suas reacções intempestivas, afirma mesmo que a filha deve deixar de usar o seu apelido. Le Pen diz mesmo sentir vergonha de ter o seu nome associado à actual presidente do partido. O deputado francês afirma que a melhor solução será Marine casar com o seu actual namorado e vice-presidente da Frente Nacional, Louis Elliot, e passar a usar o seu apelido: Marine Alliot.

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Já há vários meses que se sente o incómodo de Marine face às reacções extremistas do seu pai. Apesar de ser adepta de políticas de extrema-direita, a filha de Jean-Marie sabe que para chegar ao Eliseu terá de conseguir conquistar mais votos ao centro, pelo que as posições muitas vezes polémicas do seu pai não são benéficas do trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos. Recorde-se que nunca a Frente Nacional esteve tão forte nas sondagens, impulsionada também pelos recentes ataques ao jornal Charlie Hebdo. #Política Internacional