Hyon Yong-Chol, ministro da Defesa da Coreia do Norte, foi executado publicamente por meio de fuzilamento com recurso a uma arma antiaérea, por crime de "lesa-majestade". A notícia foi avançada pela agência de notícias Yonhap, da Coreia do Sul e replicada e comentada por analistas um pouco por todo o mundo, embora não haja confirmação oficial por parte do regime de Pyongyang, sendo aliás muito difícil encontrar forma de confirmar qualquer notícia relacionada com a ditadura da Coreia do Norte. A ordem para a execução do ministro terá partido diretamente do líder norte-coreano, Kim Jong-un e motivada pelo facto de Hyon Yong-Chol ter sido apanhado a dormir durante uma cerimónia militar e não ter seguido as instruções dadas pelo seu líder.

Publicidade
Publicidade

A execução foi presenciada por centenas de pessoas, numa academia militar de Pyongyang, e foi feita com recurso a bateria antiaérea, um método de execução reservado aos altos dirigentes do país, que devem servir de exemplo para as restantes hierarquias do regime e população em geral.

Já no passado mês de Outubro, grupos ativistas ligados à Defesa do Direitos Humanos tinham revelado imagens de movimentações suspeitas numa base militar, com centenas de espectadores e artilharia antiaérea. Na altura o grupo revelou que "a explicação mais plausível" para a imagem seria a realização de "uma execução pública horrível".

Hyon Yong-Chol, o ministro agora executado, ocupava o cargo há menos de um ano, após uma longa carreira militar e uma passagem pela polícia. Foi o quarto ministro encarregue da pasta da Defesa em apenas dois anos e meio.

Publicidade

Vários analistas têm já vindo a comentar a troca constante de membros do governo na Coreia do Norte, o que poderá denotar alguma instabilidade naquele regime.

Kim Jong-un, o líder da Coreia do Norte, herdou o poder em 2011 após a morte do seu pai. Desde então muitas personalidades de destaque no país têm sido afastadas dos seus postos, sendo o caso mais mediático o de Chang Song-thaek, tio de Kim Jong-un, afastado em Dezembro de 2013 e executado sumariamente. Segundo os serviços de informação sul-coreanos, só este ano Kim Jong-un já terá dado ordem para a execução de 15 oficiais do seu regime. #Política Internacional