No domingo, o Twitter foi usado para divulgar fotografias de espingardas e outras armas num banco de um carro, por alegados membros do ISIS. A Scotland Yard revelou que está ciente das ameaças e que as está a investigar. Mas não é certo que as ameaças sejam reais nem se sabe onde estão localizados os elementos ameaçadores. O 'tweet' colocado ontem dizia "está a chegar, está a chegar", e havia fotografias de "como construir um cinto suicida, pelo meu irmão". A plataforma Twitter suspendeu uma conta de um outro mensageiro que anunciava que o ataque islâmico iria ser no Covent Garden de Londres, uma zona densamente turística.

E na segunda-feira (dia 11), alegados elementos do ISIS ameaçaram a América com um ataque que deveria ter decorrido ás 2 horas da tarde.

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Os mensageiros, auto-denominados Califado Cibernético (Cyber Caliphate) prometiam um ataque que assustasse a América. A ameaça, publicada no Twitter, chamava-se "mensagem à América", onde avisavam para "surpresas assustadoras para a América", mas não dizia quais os alvos que iriam atacar. Até à hora da publicação deste artigo, ainda não houve nenhum ataque, nem em Londres, nem nos EUA.

Também tem sido divulgado que o denominado "cyber califado" está infiltrado na conta do Twiter do Comando Central dos EUA desde Janeiro, mas o blogue Moon of Alabama desmente tal possibilidade, se não houver autorização do próprio Comando Central. E que o Estado Islâmico nunca assina as suas mensagens com a sigla ISIS, portanto estas "ameaças" são falsas ou desvios de atenção.

Uma das mais poderosas armas do ISIS é o poder de sugestão: "no fim-de-semana passado, houve um 'tweet' que disse que havia uma bomba num voo australiano, e o voo teve teve de ser impedido; feita a investigação, não havia bomba nenhuma", disse Charlie Winter, um investigador de redes terroristas, do Texas, EUA.

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O senhor Winter disse que "é sempre difícil destrinçar o que é ameaça real ou apenas ameaça credível, porque são ameaças anónimas". E adiantou que "não se pode desprezar estas mensagens, que são monitorizadas e levadas a sério pelas autoridades".

A agenda terrorista do ISIS está a agitar a sociedade ocidental. As ameaças no Twitter vieram depois dos recentes ataques do ISIS em Garland, no Texas. O ISIS reivindicou os ataques e prometeram "matar Pamella Geller" por liberdade de expressão e usar os seus direitos constitucionais. Na semana passada, um imã muçulmano disse em directo, em entrevista na CNN, que Pamella Geller, segundo a lei islâmica, "tem de ser condenada à morte por ridicularizar Maomé". Pamella Geller afirmou que recorreu ao FBI, mas que, não obtendo ajuda contratou segurança privada; e anunciou que vai realizar outra exposição de cartoons, mostrando que não obedece à intimidação do ISIS. #Terrorismo #Política Internacional