No passado dia 21 de abril uma menina deu entrada num hospital pediátrico no Paraguai a queixar-se de dores abdominais. Após observação, os médicos descobriram que a menina estava grávida de 22 semanas. Foi imediatamente aberto um processo e foi iniciada uma investigação criminal, liderada por Monalisa Munoz. A conclusão a que se chegou foi que a menina poderá ter sido violada pelo padrasto. Foi assim emitido um mandato de captura. No entanto, o padrasto encontra-se desaparecido.

Na passada terça feira, 28 de abril, a mãe da menina entregou uma petição no hospital pediátrico onde a sua filha se encontra com o pedido de aborto. Os familiares da menina apelam assim a que se abra uma excecão para este caso, e que seja aceite o pedido de aborto. A Amnistia Internacional encontra-se a apoiar a decisão dos familiares da menina.

O grande problema é que ao contrário de Portugal, no Paraguai o aborto é proibido. Excepto em casos em que a gravidez coloque em risco a vida da mãe. No entanto e de acordo com as autoridades de saúde a mãe não se encontra em risco de vida.

O oficial da Amnistia Internacional Guadalupe Marengo afirmou que "O impacto físico e psicológico de forçar esta jovem a continuar com uma gravidez indesejada é equivalente à tortura". A Amnistia Internacional encontra-se assim, a apoiar a decisão dos familiares da menina, pois afirma que mesmo não correndo risco de vida, a menina ainda é muito nova, e poderá sofrer "danos fisicos e psicológicos", visto que o "corpo da menina não está totalmente desenvolvido para uma gravidez".

Na passada quinta feira, 30 de março, a resposta de Antonio Barrios, atual ministro da saúde do Paraguai, foi que o pedido não poderá ser aceite e que a menina terá de levar a gravidez até ao fim, pois a mesma não está a colocar a sua vida em risco. Barrios afirmou ainda que a menina irá ser transferida do hospital pediátrico onde se encontra, para o hospital da cruz vermelha de Assunção, "Asuncion's Red Cross Hospital". É assim levada para um abrigo, onde Barrios afirma que terá todos os cuidados pré-natais. #Crime

Posteriormente ao nascimento do bebé o departamento da #Justiça irá discutir e decidir quem ficará com a custódia da menina e do bebé, afirmou ainda Barrios.