A julgar pelas projecções, David Cameron ganhou as eleições no Reino Unido. As estações de televisão BBC e Sky News adiantam que os Conservadores terão conseguido 316 lugares, contra os 239 dos Trabalhistas. O Partido Nacionalista Escocês é a terceira força política, com 58 eleitos. Seguem-se os Liberais Democratas (10 deputados) e o Partido para a Independência do Reino Unido - UKIP - com dois lugares.

Se estas projecções se revelarem certeiras, o partido de Cameron fica só a dez lugares de obter a maioria absoluta, o que permite ao actual primeiro-ministro britânico continuar no cargo. Para tal, é necessária uma coligação de governo entre Conservadores e Liberais Democratas, liderados por Nick Clegg, e que devem conseguir dez deputados na Câmara dos Comuns.

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Quem está em grande destaque é o Partido Nacionalista Escocês, com uma subida impressionante de seis para 58 lugares. Isto depois do referendo para a independência do território, no ano passado, ter sido algo renhido.

Na passada quinta-feira, 7 de Maio, foram chamados às urnas perto de 45 milhões de eleitores do Reino Unido. Cada uma das 650 circunscrições eleitorais (divisão territorial) elege um deputado à Câmara dos Comuns. Esta é a câmara baixa do Parlamento britânico, tendo menos poder do que a Câmara dos Lordes.

Conservadores ganham lugares, Trabalhistas perdem

Caso os resultados das projecções se confirmem, o Partido Conservador de Cameron consegue mais nove lugares do que tinha na Câmara dos Comuns, enquanto os Trabalhistas perdem 19 deputados. Estes são resultados muito mais positivos do que os que qualquer sondagem antecipou para o partido do actual primeiro-ministro do Reino Unido.

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Apesar de tudo, não é suficiente para obter uma maioria absoluta sem renovar a coligação com os Liberais Democratas - é necessário preencher 326 dos 650 lugares da Câmara baixa do Parlamento britânico para a maioria absoluta.

Recorde-se que nesta 55ª eleição geral no Reino Unido (desde 1801), os principais candidatos foram David Cameron (Conservador e actual primeiro-ministro), Ed Miliband (Trabalhista), Nick Clegg (Liberal Democrata, partido pelo qual um lusodescendente era candidato a deputado) e Nigel Farage (UKIP). #Política Internacional