É caso para dizer que os EUA e a Rússia "estão de lua". As tensões entre os dois países continuam 25 anos após a queda do Muro de Berlim. Os americanos suspeitaram da FIFA e do campeonato do mundo que se realiza na Rússia em 2018. Agora segue-se a retaliação por parte dos russos, que querem investigar os americanos e a chegada à Lua em 1969.

Vladimir Markin, representante do governo no Comité de Investigações, num artigo de opinião para o jornal russo Izvestia, argumenta que tal investigação pode revelar novas pistas sobre a histórica viagem espacial. Segundo a tradução feita pelo The Moscow Times, Markin apoia igualmente que se faça um inquérito ao desaparecimento das gravações originais do momento em o Homem pisou a Lua pela primeira vez e outro sobre as pedras lunares que foram trazidas para a Terra ao longo das várias missões espaciais.

Publicidade
Publicidade

"Não estamos a afirmar que eles não voaram até à lua e simplesmente fizeram um filme sobre isso. Mas todos este artefactos científicos - e talvez culturais - são parte do legado da Humanidade e o seu desaparecimento sem rasto é uma perda comum", disse Markin.

Mas esta opinião está longe de inquietar a NASA, que em 2009 admitiu o "desaparecimento" das gravações originais, quando afirmou ter apagado essas e outras 200 mil fitas com o propósito de poupar dinheiro. Desde essa altura, a NASA conseguiu, através do recurso a outras fontes como a CBS News recuperar as imagens, e até com melhor qualidade do que as anteriores, defende a agência espacial norte-americana.

Sobre as rochas lunares, a NASA também já salientou no passado que são únicas e que "diferem das da Terra em muitos aspetos".

Publicidade

Continuam expostos 380 kilos dessa rocha no Johnson Space Center e pedaços mais pequenos em museus de todo o mundo.

Então porquê que se está a especular tanto sobre algo que aconteceu há décadas? Porque, na opinião de Markin, os Estados Unidos "pisaram a linha" ao lançar a desconfiança sobre o campeonato do mundo que se vai realizar na Rússia em 2018, no seguimento da investigação da corrupção na FIFA e a Joseph Blatter.

O porta-voz do Comité de Investigação da Rússia acrescenta que os "procuradores dos Estados Unidos autodeclararam-se os supremos árbitros dos assuntos internacionais de futebol"; portanto, na sua ótica, a comunidade internacional também tem o direito de investigar eventos suspeitos do passado dos EUA. #Política Internacional #Espaço