Lugar de tantas decisões importantes na vida social e económica da Europa, Bruxelas recebe no próximo dia 11 a Cimeira dos Povos, sob o lema "Construindo Alternativas". Trata-se de um encontro entre diversas organizações sociais da América Latina e do Velho Continente, juntando assim dois blocos regionais de grande peso: os países latino-americanos, e das Caraíbas, agrupados na CELAC (Comunidade de Estados da América Latina e do Caribe) e a União Europeia. Em discussão estará, naturalmente, a situação social e económica a nível mundial, esperando-se que do encontro saiam diversos domínios de cooperação entre os dois continentes.

O programa do evento não deixa dúvidas sobre as preocupações dos participantes: paz e soberania; mudanças climáticas (preservação da mãe Terra e da vida humana); acordos de comércio livre: livre para quem?; integração dos povos da América Latina; direitos humanos para todos; proteção social; poder nos mass media.

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Está previsto um evento cultural e um encontro de solidariedade para com os povos da América Latina, Caribe e Europa.

Inscreveram-se 86 organizações, de todo o mundo, entre elas várias de Portugal: Associação de Amizade Portugal-Cuba; Colectivo da Associação de Cubanos Residentes em Portugal; Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto; Conselho Português para a Paz e Cooperação; Movimento Democrático das Mulheres; Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, e Mó de Vida Cooperativa.

Uma das curiosidades do evento será a presença de Aleida Guevara, filha de Che Guevara, integrando a delegação cubana de movimentos sociais.

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A cimeira será presidida por Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, e deverá contar com a participação de 61 chefes de Estado ou de Governo.

A primeira cimeira entre a União Europeia e a CELAC realizou-se em janeiro de 2013, em Santiago do Chile, e na altura os temas discutidos incidiram sobre a colaboração comercial e a promoção de investimentos nos setores social e ambiental. #Política Internacional #Causas