Raif Badawi nasceu na Arábia Saudita a 13 de Janeiro de 1984. É escritor, blogger e activista e criou o website "Free Saudi Liberals" (Rede Liberal Saudita). Em 2012 foi preso e condenado em tribunal por alegadamente ter insultado o Islão através de canais de internet. Em 2013 foi sentenciado a 7 anos de prisão e 600 chicotadas, mas em 2014 o tribunal alterou a sentença para 10 anos de prisão, 1000 chicotadas a serem cumpridas em 20 semanas e uma multa de cerca de 240.000 euros. As primeiras 50 chicotadas já foram cumpridas em Janeiro de 2015. O Supremo Tribunal do país veio agora confirmar a sentença.

Badawi foi a praça pública em Jidá, onde um polícia o chicoteou em frente a uma multidão que mal percebia o que se passava, ou porque o homem estava a ser castigado, mas gritavam contagiosamente "Allahu Akbar", contou uma testemunha à Associated Press.

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O incidente foi condenado pelo Director Para o Médio Oriente e Norte de África da Amnistia Internacional, Said Boumedouha, que comentou: "o castigo infligido a Raif Badawi é um enorme acto de crueldade, proibido sob a lei internacional".

Apesar de toda a consternação internacional relativa a este processo, e os vários pedidos formais de associações não-governamentais de defesa dos direitos humanos ao governo saudita e ao próprio Rei Abdullah, o supremo tribunal de #Justiça daquele país confirmou agora a condenação de Raif Badawi, pacifista conhecido e pai de 3 filhos. A esposa de Badawi receia que o marido não suporte uma segunda série de chicotadas, dado o seu estado de saúde já débil.

Raif Badawi já venceu vários prémios e menções honrosas, entre elas o prémio da Liberdade de Expressão pela "Deutshe Welle" em 2015, o prémio de Coragem pela "Geneva Summit for Human Rights and Democracy", o prémio Netizen dos Repórteres sem Fronteiras em 2014 e no mesmo ano foi nomeado para o Prémio Nobel da Paz.

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Embora contra o conselho das autoridades alemãs, Badawi e a sua mulher Ensaf Haidar decidiram publicar um livro em Abril, na Alemanha. O livro intitula-se "1000 chibatadas: porque digo o que penso". As autoridades alemãs receavam que a publicação do livro interferisse com as tentativas internacionais para as autoridades sauditas repensarem o processo.

Governos de todo o mundo consideraram já este caso como sendo um atentado à liberdade de expressão por parte do governo da Arábia Saudita. Resta uma distante esperança que o Rei Abdullah interfira a favor de um perdão a Badawi, dada a pressão internacional. #Política Internacional