Mais de uma hora não chegou. O Eurogrupo continua sem um acordo quanto à situação da Grécia. Na cimeira desta segunda-feira, que durou mais de uma hora, os ministros das Finanças não chegaram a um consenso, reunindo novamente nos próximos dias. A curta duração do encontro deixa transparecer a ausência de progressos significativos nas negociações.

Esta noite mantém-se a cimeira dos líderes dos países da zona Euro, mas sem perspectivas da assinatura de um acordo com a Grécia para que se alargue o programa de resgate ao país. Depois da reunião desta tarde, o líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, anunciou que Atenas apresentou novas propostas que levarão o seu tempo a serem analisadas.

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O responsável mostrou-se também optimista em chegar a um acordo ainda esta semana.

Além das propostas ao Eurogrupo, a Grécia enviou ainda duas propostas aos credores internacionais entre ontem e hoje, ambas semelhantes. Bijsselbloem e o Comissário Europeu dos Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, foram consensuais admitindo que as novas sugestões gregas são uma boa base de trabalho. Do lado dos helénicos, de acordo com o jornal The Guardian, Yanis Varoufakis não teceu quaisquer comentários após o encontro de hoje.

Passos Coelho teme contágio político

Em declarações na Cimeira Luso-Ibérica, o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho não comentou a mais recente proposta apresentada pelo executivo grego. O primeiro-ministro português referiu, contudo, que quer uma solução "que funcione" não só para o país helénico, como também "para toda a zona Euro".

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Passos Coelho frisou a flexibilidade que a União Europeia tem apresentado relativamente ao assunto. O chefe de governo de Portugal não acredita num contágio financeiro caso a situação da Grécia não termine da melhor forma (saída do Euro), falando antes de um "contágio político" - Passos teme um cenário de incerteza na União Económica e Monetária, que tem que ser evitado, já que coloca em causa a confiança necessária "para prosseguir o projecto europeu". #Política Internacional