Um ataque a uma fábrica de gás industrial na localidade de Saint Quentin-Fallavier, a cerca de 25 quilómetros de Lyon, causou na manhã desta sexta feira um morto e vários feridos, num número ainda por contabilizar. As primeiras informações indicam que a vítima mortal foi decapitada. O ataque terá sido perpetrado por dois homens que entraram de carro nas instalações da fábrica e causaram várias explosões. A autoria do ataque, que aconteceu pelas 09h00 locais, foi revelada através do corpo da vítima mortal, que tinha a seu lado uma bandeira alegadamente pertencente ao Estado Islâmico. A imprensa local avança também que na cabeça, encontrada a vários metros do corpo, estavam inscritas várias frases em árabe.

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A polícia já terá detido um suspeito, com cerca de 30 anos de idade, mas as autoridades acreditam que não esteve sozinho no ataque e continuam as operações na fábrica da multinacional norte-american Air Products. Os ferimentos em várias vítimas terão sido causados pelas várias explosões acionadas pelos homens.

Em reação ao ataque, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, deu ordem para que fosse reforçada a segurança em redor de todos os locais considerados sensíveis naquela região do sul do País. Entretanto, o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve, já está a deslocar-se para o local, onde continua um batalhão de forças da autoridade. O presidente francês, François Hollande, que se encontrava em Bruxelas para o segundo dia do Conselho Europeu que debate a crise grega, já anunciou que vai regressar a Paris, para acompanhar de perto o atentado.

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Este é o pior ataque em solo francês, depois dos atentados de janeiro, que culminou com a morte de 17 pessoas. Dois homens armados irromperam pelas instalações do jornal satírico 'Charlie Hebdo', em Paris, e dispararam sobre todos os que estavam presentes. Na altura, houve ainda um ataque a um supermercado judaico, por um homem que se disse estar ligado ao Estado Islâmico e que fez vários reféns durante várias horas. Em resposta, vários líderes mundiais juntaram-se em Paris numa marcha a apelar à paz.

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