A Grécia rejeitou a contraproposta dos credores. Esta surgiu depois da rejeição do FMI às medidas sugeridas por Atenas para conseguir oito mil milhões de euros. De acordo com o Governo grego, os credores querem aumentar as receitas do IVA e cortes mais significativos do lado da despesa pública. Continua assim o impasse na situação grega, a poucos dias do país entrar em incumprimento, depois de ter chegado a parecer possível alcançar um acordo ter até ao final desta semana.

Nas redes sociais, o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, criticou a "repetida rejeição" das medidas sugeridas por Atenas, já que isso nunca aconteceu com países como Portugal e Irlanda, que também atravessaram programas de assistência financeira.

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O governante considera que esta recusa sugere falta de interesse num acordo, estando antes em jogo "interesses especiais".

Bruxelas não confirma

Do lado da Comissão Europeia, não surgiu qualquer confirmação oficial sobre a rejeição das propostas helénicas por parte da troika. De acordo com o Wall Street Journal, os credores querem que o IRC aumente apenas para 28 por cento (ao contrário da proposta de 29%), rejeitam a taxa de 12 por cento sobre os maiores lucros e pretendem um aumento da receita do IVA em um por cento do PIB (por oposição dos 0,74 por cento propostos pelo Governo de Atenas). No aspecto do IVA, a troika quer também alargar os 23 por cento do IVA a produtos e serviços a que a Grécia tem resistido.

Cortes nas pensões mais altas

O FMI pretende igualmente que Grécia corte nas pensões mais altas e a eliminação total do suplemento para as pensões mais baixas.

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O Executivo helénico defende a sua extinção gradual entre 2018 e 2020. Aumentar as contribuições para os sistemas de saúde dos pensionistas e o dobro dos cortes na despesa militar (400 milhões de euros) são outras das pretensões dos credores. Querem também que as mudanças nas pensões entrem em vigor já no dia 1 de Julho, ao passo que a Grécia só o quer para Outubro.

Sem acordo quanto às mais recentes propostas, há cada vez mais o risco de a Grécia entrar em incumprimento, tendo até 30 de Junho para o evitar. #Política Internacional