Dias e dias de negociações e o impasse quanto a um eventual acordo entre a Grécia e os credores mantém-se. Os ministros das Finanças do Eurogrupo estiveram nesta quinta feira reunidos em Bruxelas e não houve qualquer decisão quanto ao caminho a seguir pelo Governo grego. O primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, esteve ontem e hoje reunido com os credores, que recusaram o pacote de medidas apresentado por Atenas. Segue agora um Conselho Europeu para continuar a debater a crise financeira da Grécia.

A reunião do Eurogrupo começou hoje pelas 12h30 e foi suspensa duas horas depois, à espera de eventuais novidades quantos às medidas a adoptar pelo Governo grego.

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Mas rapidamente foi retomada para terminar, uma vez mais sem conclusões. À saída do encontro, o presidente do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou aos jornalistas que a porta continua aberta para o governo de Atenas aceitar as propostas feitas pelos credores. Já o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, confidenciou que alguns parceiros são contra a proposta grega, mas também contra a contraproposta apresentada pelos credores. Ainda assim, o ministro mantém a confiança num entendimento.

Esta tarde, antes de entrar para o Conselho Europeu, também Alexis Tsipras se mostrou confiante em alcançar um acordo "que irá ajudar a Zona #Euro e a Grécia a ultrapassar esta crise". Christine Lagarde, diretora do FMI, assegurou que tanto aquela instituição, como o BCE e a Comissão Europeia, todos credores de Atenas, estão empenhados em desbloquear a situação e até mostram sinais de flexibilidade quanto às propostas apresentadas pelo Governo grego.

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Mais preocupada parece estar a chanceler alemã, Angela Merkel, que já avisou os parceiros que quer ver esta crise ultrapassada antes da abertura dos mercados na próxima segunda feira.

E esse dia está já demasiado próximo da "linha vermelha" de Atenas, que tem que reembolsar o FMI em 1,5 mil milhões de euros até 30 de junho, terça feira. Mas para cumprir esse compromisso, o Governo grego precisa de chegar a acordo e receber dos credores uma nova tranche de 7,2 mil milhões de euros. Alexis Tsipras levou no início desta semana um pacote de medidas, que acabou chumbado pelos credores. O primeiro-ministro comprometia-se essencialmente em aumentar a carga fiscal do particulares e empresas, resultando num aumento de receitas de cerca de 8 mil milhões de euros, mas FMI, BCE e Comissão Europeia esperam mais e exigem que Atenas faça reformas também do lado da despesa. #Política Internacional