A capital de Angola é, pelo terceiro ano consecutivo, a cidade mais cara do mundo. A conclusão é retirada do estudo Custo de Vida 2015, da consultora Mercer, que aponta a instabilidade do mercado imobiliário e a inflação dos bens e serviços como sendo os principais fatores a considerar. Enquanto em Lisboa, uma refeição de fast-food custa, em média, 5 euros, em Luanda esse valor triplica. O mesmo acontece ao nível do arrendamento, já que um T2 na nossa capital ronda os 1450 euros, ao passo que em Luanda ascende aos 5790 euros.

Esta situação prende-se com as condições de vida exigidas pela generalidade dos expatriados (colaboradores de diversas empresas e organizações colocados a viver no estrangeiro) e com o elevado custo dos bens importados, já que para os residentes locais a cidade angolana continua a ser reconhecida como relativamente barata.

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 braços com este problema encontram-se muitos portugueses (segundo dados do Departamento de Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, referentes a 2013, viviam em Angola 7532 portugueses), que emigraram para aquele país em busca de trabalho e melhores condições de vida e têm agora de considerar outras alternativas.

Europa e Ásia no top 5

No topo do ranking da Mercer encontramos ainda várias cidades europeias e asiáticas: Hong Kong (2ª), Zurique (3ª), Singapura (4ª) e Genebra (5ª). Menos conhecida do público em geral, Bisqueque, a capital do Quirguistão, aparece como a cidade menos cara do mundo para os expatriados (na 207ª posição do ranking). Windhoek (Namíbia), Carachi (Paquistão), Tunes (Tunísia), e Escópia (República da Macedónia) compõem o top 5 das cidades menos dispendiosas.

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Lisboa "cai" 51 posições

Abaixo do meio da tabela surge Lisboa, mas concretamente na 145ª posição. Em comparação com 2014, a capital portuguesa caiu 51 posições no ranking das cidades mais caras do Mundo o que, segundo os responsáveis da consultora, ficará a dever-se a três fatores principais: a desvalorização do euro face a outras divisas (como o dólar americano), ligeira recuperação nos preços do imobiliário e, por fim, à baixa taxa de inflação.

Destinado a auxiliar as empresas e os governos a determinarem o valor dos subsídios de compensação para os seus colaboradores expatriados, este estudo anual da Mercer utiliza Nova Iorque como termo de comparação com todas as outras cidades. #Emigração