O tempo escasseia e a Grécia terá sido agora alvo de um ultimato. O governo helénico tinha até às 10h00 de hoje para entregar um plano de reformas viável. Os gregos terão recusado a contraproposta dos credores depois de negociações intensas na última noite. Caso esta manhã não seja alcançado um entendimento, os ministros das Finanças da zona Euro vão apresentar uma última proposta à Grécia, diz o jornal Financial Times.

O Eurogrupo volta a reunir-se a partir das 12h00, enquanto esta manhã o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, está reunido com os representantes dos credores do país, em Bruxelas. O tempo urge e há cada vez mais o risco de a Grécia entrar em incumprimento ("default"), o que pode originar a saída do Euro: se se verificar a expectável corrida aos bancos, será necessário implementar medidas de controlo de capitais no país.

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Grécia descontente com credores

Ontem, 24 de Junho, Tsipras criticou os credores nas redes sociais, acusando-os de uma inflexibilidade com as propostas gregas que não foi vista com outros países sob programa de assistência. Hoje falou o porta-voz do partido do governo, o Syriza, referindo-se a uma chantagem por parte dos credores. Outra voz activa do partido, Dimitris Papadimoulis, vai mais longe, afirmando que as instituições internacionais procuram "a humilhação da Grécia" e fazer cair o Executivo de Tsipras.

A imprensa refere que os credores exigem mais 600 milhões de euros do que as propostas que a Grécia apresentou esta semana, diferença que até se pode acentuar. No encontro de ontem com Jean-Claude Juncker, Christine Lagarde e Mario Draghi, Alexis Tsipras ter-se-á mantido "firme na sua posição", segundo fonte do governo de Atenas.

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#Política Internacional

Incumprimento e falta de financiamento

Grécia e credores terão que chegar rapidamente a um acordo para a situação não ficar pior para o lado grego. Para não entrar em incumprimento, o país terá que pagar 1.6 mil milhões de euros de dívida ao FMI até à próxima terça-feira. Caso não o faça, não terá também acesso aos 7.2 mil milhões de euros da última tranche do programa de assistência financeira. Complicar-se-ia assim a já delicada situação económica da Grécia.