Na passada quarta-feira, 24 de Junho, o presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, enfrentou uma activista hispânica transsexual, que o interrompeu e recriminou pelas deportações de cidadãos ilegais no país. Obama não gostou de ser interrompido, nem do tom da activista, avisando-a que estava na "sua casa" e por isso exigia respeito. Esta situação aconteceu durante a realização de um evento organizado pela Casa Branca a propósito do mês do 'Orgulho Homossexual'. Obama reagiu de forma crispada à activista e, dirigindo-se a esta visivelmente irritando, disse: "Não vais ter de mim uma boa resposta se me interrompes dessa maneira".

Esta reacção nada habitual dentro do estilo típico do presidente democrata foi justificada pela forma como a activista, identificada como Jennicet Gutiérrez, uma mulher transsexual, sem ninguém esperar, se dirigiu ao primeiro presidente dos #EUA aos gritos. Após este momento, a mulher foi escoltada pelos guarda-costas de Obama e, perante os olhos de todos os convidados do evento, foi expulsa da Casa Branca. De acordo com uma nota de imprensa enviada posteriormente, Gutiérrez definiu-se como fundadora do grupo 'FAMILIA TQLM', que defende os direitos dos imigrantes homossexuais e transsexuais.

Após o sucedido, e depois de ter mandado expulsar a activista, Obama reagiu de forma mais descontraída perante os restantes convidados: "Por regra não tenho problemas com provocadores, mas não quando estou na minha casa". De recordar que Obama tem mantido durante todo o seu mandato presidencial uma relação de abertura e diálogo com a comunidade #LGBT, tendo, aliás, no seu discurso de tomada de posse do seu segundo mandato, prometido empenhar-se na reivindicação dos direitos exigidos pelas forças LGBT. Além disso, Obama foi o primeiro presidente dos Estados Unidos da América a abrir a Casa Branca para uma cerimónia de homenagem à comunidade LGBT, sendo vários os discursos onde apela para a importância de se combater a discriminação e actos de violência.