Os esforços continuam, mas desta vez mais acelerados, no sentido de tentar travar o avanço do autoproclamado Estado Islâmico no Iraque. Segundo o jornal Público, Barack Obama autorizou o envio de mais 450 militares norte-americanos para ajudarem o exérito iraquiano no combate aos jihadistas. Esta decisão faz parte de uma alteração estratégica do plano dos norte-americanos, que passa por estabelecer uma nova base militar em Anbar, de forma a reconquistarem a cidade de Ramadi.

O plano inicial de Obama estava centrado na discussão da reconquista da cidade de Mossul, que está nas mãos do Estado Islâmico desde maio de 2014.

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No entanto, a queda de Ramadi, em Maio, fez com que as atenções se virassem agora para esta cidade. Mossul fica assim adiada para 2016.

Em comunicado, a Casa Branca afirma que esta ação visa "melhorar as capacidades e a eficácia dos parceiros sobre o terreno" contra o autoproclamado Estado Islâmico. Obama comprometeu-se no passado a não envolver as suas tropas em confrontos diretos com jihadistas. Apesar desta promessa, depois das últimas conquistas do EI, o presidente dos #EUA viu-se obrigado a agir no sentido de ter um envolvimento militar cada vez maior neste conflito. Assim, as tropas norte-americanas chegam ao Iraque nas próximas semanas para se juntarem aos 3000 militares que já lá estão, com a missão de apenas treinarem os sunitas e de fortalecerem a ofensiva iraquiana. O objectivo principal será reforçar a posição na base de Taqaddum no caminho entre Ramadi e Bagdad.

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As medidas de Washington em relação ao Estado Islâmico têm vindo a ser criticadas pela oposição. O senador do Partido Republicano, John McCain, já veio criticar a política da administração de Obama pela forma como subvalorizou o Estado Islâmico. McCain foi mais longe e defendeu também que as tropas norte-americanas deveriam ser enviadas para combate no terreno e não apenas para aconselhamento e auxílio.

Outros líderes mundiais, como o primeiro-ministro australiano Tony Abbott, também já se pronunciaram em relação ao combate ao jihadismo, tendo este pedido aos países da Ásia-Pacífico para se unirem numa cimeira regional para debaterem este tema, que considera representar uma ameaça global. #Política Internacional