Esta semana o racismo é uma palavra na ordem do dia e o Presidente dos #EUA tem sido alvo de algumas piadas criticadas por serem racistas. Mas serão mesmo? Uma das piadas condenadas nestes dias foi protagonizada por Judy Mozes, mulher do ministro do interior e também vice-primeiro-ministro de Israel, que no Twitter escreveu "Sabem como deve ser o café Obama? Preto e fraco". Imediatamente após ter sido alvo de fortes criticas e até ameaças, Judy Mozes tratou de apagar o seu comentário na rede social e de pedir desculpas ao Presidente dos Estados Unidos da América, um dos maiores aliados do governo de Israel.

Porém, este episódio foi apenas mais um a juntar a uma lista de casos ditos racistas.

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Na base desta problemática estão os casos recentes de assassinato de nove cidadãos afro-americanos à saída do seu culto em Charleston, na Carolina do Sul. E ainda das acusações sobre a forma dura, violenta e excessiva como os agentes policiais norte-americanos exercem a sua força sobre as minorias étnicas. Aliás, essas acusações estão na base da revolta popular de Março de 2015, em Ferguson, após a morte de um cidadão afro-americano depois de ser detido pela polícia.

Numa altura em que parece que se descobriu que os fantasmas da guerra civil americana ainda não desapareceram e que, pelo contrário, estão mais 'vivos' que nunca, a censura a piadas como a proferida pela mulher do vice-primeiro-ministro de Israel também tem sido alvo de críticas. Nomeadamente por considerarem que piadas como a de Judy Mozes são uma acto da sua liberdade, lembrando toda a história de defesa do direito de liberdade de expressão que foi fortemente defendida após o atentado na revista satírica francesa 'Charlie Hebdo'.

A verdade é que o próprio Obama já veio a público garantir que o povo norte-americano deve ser perseverante, "porque tipicamente o progresso faz-se por etapas, é progressivo.

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E quando se trata de algo que está enraizado numa sociedade, como o racismo ou a discriminação, devemos estar vigilantes". O presidente democrata afirmou ainda que os EUA ainda "não estão curados" dos acontecimentos dos últimos 200 a 300 anos da sua história e é necessário agir para combater essa "parte ainda existente no ADN da sociedade".

Em todo o caso, a censura à piada sobre o "Café Obama" também não passou ilesa de críticas pelo facto de não ser um acto discriminatório ou racista em si mesmo, mas sim uma critica humorística ao mandado presidencial de Obama. Algumas vozes ligadas ao Partido Republicano confessaram mesmo que concordavam com a piada e não admitiam que se limitasse a liberdade de alguém apenas com base na suspeita de racismo. Comentários como os protagonizados por Judy Mozes são bem distantes de simples afirmações racistas, como por exemplo o uso da expressão 'nigger' destinada às comunidades afro-americanas. #Política Internacional