Portugal não contribuiu para o segundo resgate à Grécia. Contudo, o cenário deverá ser diferente num eventual terceiro programa. Caso o país helénico receba um novo pacote de assistência do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), Portugal poderá contribuir com cerca de 925 milhões de euros. É correspondente a qualquer coisa como 2,5 por cento da chave de capital de Portugal no MEE.

Alemanha (30%), França (20,2%), Itália (17,8%) e Espanha (11,8%) são os países com as garantias mais elevadas. O contributo de Portugal não terá, contudo, de ser orçamentado. O governo grego pediu um novo programa de assistência com recurso ao MEE e sem o Fundo Monetário Internacional, e com reestruturação da dívida.

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O programa seria a dois anos.

Apesar do governo de Alexis Tsipras não adiantar os valores pedidos, a troika estimou recentemente que a Grécia teria em 2015 a necessidade de 17.5 mil milhões de euros em refinanciamento, valor que desce para 9,2 mil milhões no próximo ano, subindo novamente (10,5 mil milhões de euros) em 2017. No total, são mais de 37 mil milhões de euros, dos quais 925 milhões sairiam de Portugal.

Eurogrupo não disponibiliza mais dinheiro

O Eurogrupo já fez saber que não vai disponibilizar mais dinheiro à Grécia para que o país cumpra o pagamento de 1,6 mil milhões de euros ao FMI ainda hoje. O país já anunciou que não conseguirá cumprir o prazo, entrando assim numa situação de "default" (incumprimento) O anúncio de Atenas surgiu depois de rejeitado no último domingo o pedido de financiamento extra ao Banco Central Europeu.

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Os bancos da Grécia continuam fechados até ao dia 6 de Julho. Os multibancos continuam em funcionamento, mas cada cartão só pode levantar 60 euros. No próximo domingo, os cidadãos gregos vão ser chamados a escolher pela aceitação ou não da proposta dos credores da última semana. Entre "sim" e "não", para muitos especialistas e responsáveis europeus o que está em jogo é a permanência da Grécia no Euro ou, por outro lado, o regresso ao Dracma. #Política Internacional