O avião que está a realizar a volta ao mundo movido através de energia solar partiu no sábado, dia 30 de Maio, para a sua sétima etapa da prova que pretende ligar Nanjing, na China, ao Hawai, nos Estados Unidos da América. Porém, esta é também a prova mais dura de toda a viagem. O Solar Impulse II partiu ao início da noite do passado sábado para aquela que será a viagem mais perigosa, especialmente da vida do piloto suíço André Borschberg, de 62 anos. Este experiente homem da aviação prepara-se para pilotar durante seis dias seguidos, batendo assim o recorde do número de horas que a aeronave voou de seguida.

De modo a poder descansar, Borschberg irá fazer pequenos sonos de apenas 20 minutos cada, sendo que será desperto através da sua cadeira que possui um alarme.

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Nesta ligação que atravessará o Pacífico, o outro piloto, Bertrand Piccard, ficou em terra, uma vez que ambos os aventureiros estão a se revezar nesta viagem. Parados no leste da China desde 21 de Abril, a sétima perna desta viagem foi adiada por diversas vezes devido às condições meteorológicas. Agora, como é possível confirmar através da página da internet desta viagem, o Solar Impulse II completou já 24% do seu objectivo que irá ligar a China à América.

André Borschberg irá voar a elevadas altitudes durante o dia, de modo a conseguir obter e armazenar a maior quantidade possível de energia, sendo que há noite voltará a voar a baixas altitudes. Depois de chegar ao Hawai a aeronave prepara-se para chegar às cidades americanas de Phoenix e Nova Iorque, ligando-se de seguida ao sul da Europa ou ao norte de África, onde rumará ao destino final em Abu Dhabi, que deverá acontecer entre o final de Julho e o início de Agosto.

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Se durante esta travessia surgir algum problema técnico mais grave o piloto suíço terá ainda de se ejectar do aparelho recorrendo ao uso de pára-quedas. A conseguir realizar este feito, André Borschberg será também o primeiro piloto a conseguir que um avião se mantenha a voar durante tantas horas seguidas. #Inovação