Segundo fontes oficiais do governo de Kiev, rebeldes pró-russos terão lançado esta madrugada (quarta-feira) uma ofensiva contra a cidade de Maryinka, a 15 quilómetros de Donetsk, utilizando para o efeito cerca de 1000 tropas e vários veículos blindados. Também referiram existir 11 feridos entre os militares ucranianos estacionados na cidade e outros 6 entre os civis. O Ministro da Defesa Stepan Poltorak acrescentou que partes da povoação estariam em chamas em resultado da batalha. Admitiu também que as forças governamentais teriam sido forçadas a utilizar armamento pesado, que segundo o Acordo de Minsk deveriam ter sido removidas da área, para se defender.

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Em resposta, o porta-voz dos rebeldes, Eduard Basurin, declarou que nenhum ataque havia sido levado a cabo pelas suas forças, e que fora a região ocupada pelos rebeldes que sofrera uma rajada de artilharia lançada pelas forças do governo. Segundo a mesma fonte, este bombardeamento causou uma quebra do fornecimento de eletricidade, deixando cerca de 900 mineiros presos nos seus locais de trabalho, assim como 15 mortos entre combatentes e população civil.

Apesar das promessas do cessar-fogo, a situação no leste da Ucrânia mantém-se bastante tensa, com confrontos ocasionais entre tropas governamentais e rebeldes a causarem diversas mortes ao longo dos últimos três meses. Recentemente tem aumentando o receio de que as forças pró-russas possam estar a preparar uma ofensiva em grande escala para assegurar uma ligação terrestre entre a Rússia e a Crimeia, anexada por Moscovo no início do ano passado.

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Relatos partilhados por várias agências noticiosas parecem ainda indicar que o governo de Vladimir Putin estaria a fornecer grandes quantidades de equipamento aos rebeldes para que os mesmos possam levar a cabo essa operação. O Kremlin tem refutado constantemente essas acusações, assim como a noção de que estivessem a reforçar os rebeldes com tropas do Exército Russo.

No resto da Europa de Leste, diversas nações agem com preocupação perante tais desenvolvimentos, e a NATO tem incrementado a sua presença na região. Encontros entre aeronaves e navios russos e da NATO prosseguem, tendo recentemente havido um incidente mediático em que um caça-bombardeiro Su-24 teria sobrevoado um navio americano, forçando este último a recuar perante a evidente ameaça. Lançadores de mísseis com capacidade nuclear foram também enviados para o enclave de Kaliningrado, colocando não apenas as forças ucranianas, mas também diversos países da NATO, sob o alcance imediato dessas armas.

Esta semana também surgiram novas informações acerca do envolvimento dos dois lados do conflito ucraniano no abate do voo MH17 da Malaysian Airlines em Julho passado, que causou 298 mortes.

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Na terça-feira, Mikhail Malyshevsky, porta-voz da Almaz-Antei, o fabricante do míssil Buk, afirmou que o abate fora feito por uma versão antiga do míssil, que não já não é utilizada na Rússia, mas ainda existe nos arsenais ucranianos.

Os rebeldes sempre afirmaram não possuir meios de lançar estas armas, não obstante relatos da altura indicarem movimentações de equipamento suspeito no seu território. A versão dos eventos avançada deste modo, contudo, contradiz reclamações anteriores do Kremlin e dos rebeldes, que defendiam que o abate fora causado por um caça ucraniano, que usa armas totalmente distintas. As autoridades ocidentais ainda não se pronunciaram. #Política Internacional #Acidente de Aviação