Mais um atentado a chocar França. Seis meses depois do atentado à sede do jornal Charlie Hebdo, o país foi palco de mais um ataque islamita esta manhã. Ainda pouco se sabe mas, de acordo com as primeiras informações, há uma vítima mortal e pelo menos uma dezena de feridos. O acto terá sido perpetrado por dois homens.

De acordo com o jornal francês Le Monde, dois homens portadores de bandeiras do Estado Islâmico entraram na fábrica Air Products de Saint Quentin-Fallavier de carro e atiraram várias bombas. Ora, sendo um sítio onde se armazenam gás e produtos tóxicos, houve várias explosões. A fábrica situa-se perto de Lyon.

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Há também meios de comunicação que referem que o objectivo dos autores do ataque era colidir de automóvel com as botijas de gás existentes no local.

Um morto e dez feridos confirmados

As informações ainda são escassas, sabendo-se porém que as explosões provocaram pelo menos uma dezena de feridos e há uma vítima mortal a lamentar, com contornos demasiado macabros para descrever. As autoridades gaulesas já conheceriam um dos suspeitos, e confirmaram que se tratou de um atentado, com o ministro do Interior a caminho do local.

Ano trágico em França

O ataque desta manhã ocorreu cerca de seis meses depois daquele que vitimou a sede do jornal satírico "Charlie Hebdo" em Paris. Esse episódio colocou o país em alerta vermelho para o #Terrorismo, motivando inclusive a colocação de soldados nas ruas de Paris, sedes de órgãos de comunicação, locais de culto, Torre Eiffel, entre outros locais.

Recorde-se que, na manhã do dia 7 de Janeiro, terroristas invadiram o edifício e provocaram 12 mortos e 11 feridos, em retaliação às caricaturas de Maomé publicadas anteriormente pelo jornal.

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Os irmãos Saïd e Chérif Kouachi foram identificados como os principais suspeitos. Após o ataque, iniciaram a fuga até se refugiarem numa propriedade industrial dois dias depois. A 9 de Janeiro, depois de um cerco de longa duração, as autoridades abateram os pretensos terroristas a tiro, salvando os reféns que os irmãos Kouachi haviam feito na fábrica.