Nos #EUA, o Supremo Tribunal acaba de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, depois de uma votação de cinco contra quatro. Segundo esta instância, o casamento é agora legal para todos, independentemente do género ou orientação sexual dos membros do casal. De acordo com a 14ª emenda da Constituição, os estados estão agora obrigados a emitir licenças de matrimónio a casais do mesmo sexo e a reconhecer uniões legalizadas noutros estados.

Esta é uma vitória para a comunidade #LGBT americana, mas em especial para aqueles que começaram este processo ao levarem ao Tribunal Constitucional os seus processos judiciais. Uma dessas pessoas chama-se Jim Obergefell e exigia que o seu nome fosse incluindo no certificado de óbito do marido, que acabou por falecer antes de conhecer a decisão de hoje. Jim e o seu parceiro, John Arthur, doente de esclerose lateral amiotrófica, estavam juntos há vinte anos e tinham casado em 2013.

A decisão de hoje entra para a história do país, uma vez que o casamento entre pessoas do mesmo sexo estava ainda banido em treze estados norte-americanos. Em 2004, o estado do Massachussets tinha sido o primeiro a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e foram necessários onze anos para o direito ao casamento para todos ser legalizado ao nível federal. Já em 2013, o Supremo Tribunal tinha dado um passo importante ao inconstitucionalizar parte do Acto de Defesa do Matrimónio de 1996, que impedia casais do mesmo sexo, cujos casamentos eram reconhecidos nos seus estados, de receber benefícios federais.

O presidente Barack Obama, que foi o primeiro chefe de estado americano a defender abertamente o casamento para todos, já reagiu. Numa conferência de imprensa realizada há momentos na Casa Branca, Obama dirigiu-se aos americanos relembrando que a "nação foi fundada sobre um princípio essencial: todos fomos criados iguais", mostrando-se satisfeito pela decisão do tribunal em nome da igualdade de direitos civis para todos os cidadãos americanos.