Investigadores de segurança aérea têm confiança que a peça encontrada na ilha da Reunião, a leste de Madagáscar, seja realmente do aparelho desaparecido. Uma parte da asa foi encontrada a cerca de 3500 milhas da última localização conhecida do MH370, que desapareceu misteriosamente durante a noite em Março de 2014 com 239 pessoas a bordo, na viagem de Kuala Lumpur, na Malásia, para Pequim. Até agora, apesar das intensas buscas encetadas por equipas internacionais com recurso aos meios mais sofisticados de investigação, não foram encontrados objectos que pudessem ser associados a este avião.Testemunhas disseram que o objecto parece ter estado no mar por algum tempo, pois tem uma cobertura de conchas em várias partes da peça.

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O objecto foi descoberto por pessoas que limpavam a praia da Reunião, no Oceano Índico, e imediatamente relataram a descoberta às autoridades, que alertaram os investigadores de acidentes aéreos.

Nas Nações Unidas, o ministro dos Transportes da Malásia, Liow Tiong Lai, disse aos repórteres que foi enviada uma equipa para verificar a origem da peça encontrada. Os investigadores terão de examinar de perto o destroço para vinculá-lo ao MH370.

Desde que o Boeing 777 foi introduzido em 1995, existem cinco casos em que as aeronaves foram destruídas em acidentes. A primeira perda aconteceu a 17 de Janeiro de 2008, quando um avião da British Airways pousou 1.000 pés mais cedo na pista em Heathrow. Em Julho de 2011, um EgyptAir 777 incendiou-se no Cairo Internacional e foi destruído.

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A terceira foi em Julho de 2013, quando um 777 operado pela Asia Airlines caiu em São Francisco Internacional, matando três pessoas. A quarta perda de um 777 foi o MH370. O quinto foi o MH17 que foi abatido na fronteira russa com a ucraniana em Julho de 2014.

Uma operação liderada pela Austrália vasculhou mais de 19.000 milhas quadradas do fundo do mar, cerca de 60 por cento de uma zona de busca no Oceano Índico , mas que apenas permitiram localizar contentores atirados ou que caíram de embarcações que atravessaram aquela zona, detectadas por um satélite. Assim, continuam a não existir respostas para as famílias que não podem fazer o funeral de quem seguia a bordo do avião. #Acidente de Aviação