A Casa branca anunciou esta quarta-feira que estão a finalizar um plano para encerrar a prisão de Guantánamo, em Cuba. A prisão que pertence aos Estados Unidos é utilizada para deter suspeitos de #Terrorismo. Esses prisioneiros são muitas vezes detidos sem julgamento. "O Governo está a ultimar a elaboração de um plano que visa encerrar de forma responsável e segura a prisão de Guantánamo, para apresentar ao Congresso", afirmou o porta-voz presidencial, Josh Earnest.

O presidente Barack Obama fez a promessa de fechar a prisão de Guantánamo logo no início do seu primeiro mandato, em Janeiro de 2009, mas o plano enfrentou inúmeros obstáculos, incluindo a oposição do Congresso para a transferência de detidos para prisões nos Estados Unidos.

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Mas o presidente quer fechar o "dossier" antes de deixar a presidência, que está na reta final, pois faltam-lhe 18 meses para terminar este segundo e último mandato. "É algo que os nossos agentes de segurança nacionais têm trabalhado há algum tempo, principalmente porque é uma prioridade do presidente", disse Earnest, argumentando ainda que "manter em funcionamento esta prisão não constitui uma utilização eficaz dos impostos".

A maioria republicana das duas câmaras do Congresso continua a opor-se formalmente ao encerramento do campo de prisioneiros, tendo-se esforçado por criar obstáculos legais para impedir a transferência de prisioneiros para os Estados Unidos ou para o estrangeiro. O plano terá de ser submetido à aprovação do Congresso, dominado pela oposição republicana que não tem vontade de encerrar a prisão, sendo que já foi chumbada uma proposta para passar os presos para cadeias nos Estados Unidos.

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No entanto, esses entraves não bloquearam as libertações de vários detidos que em 2014 foram transferidos para países como o Cazaquistão, Uruguai, Geórgia e Eslováquia, que, após negociações, aceitaram receber no seu território suspeitos de terrorismo. Sabe-se que alguns foram depois libertados.

"Fizemos muitos progressos. Passámos de 127 para 116 prisioneiros", congratulou-se o porta-voz da Casa Branca. Desses 116 detidos, 64 são considerados perigosos e os seus processos dizem que não podem ser libertados. Relativamente aos outros 52 foram feitas recomendações de transferência, faltando países que os aceitem.

O governo cubano exige que a prisão militar dos Estado Unidos feche, uma vez que querem prosseguir com a restauração das relações entre as duas nações. A prisão foi aberta pelo governo de George W. Bush em 2002, na sequência dos atentados de 11 de Setembro de 2001, para manter detidos os suspeitos de terrorismo. Ganhou grandes repercussões internacionais por causa das atrocidades cometidas no seu interior. A prisão militar composta na altura por três campos de detenções foi local de tortura durante muito tempo. Várias reportagens denunciaram o abuso das forças e o tratamento desumano que os soldados dos #EUA utilizaram contra os prisioneiros de Guantánamo.