Economia e segurança serão as questões dominantes da agenda de Barack Obama na sua primeira visita ao Quénia enquanto presidente dos Estados Unidos da América (#EUA). Esta visita é a primeira de um périplo por África, onde está incluída uma passagem pela Etiópia. Para além de se reunir com o chefe de Estado queniano e de participar numa cimeira de negócios, Obama deverá ainda encontrar-se com familiares em Nairobi.

Filho de um estudante queniano que emigrou e se apaixonou por uma antropóloga do Kansas, a visita de Barack Obama ao Quénia será inevitavelmente diferente de todas as outras. O ano de 2006 é o da última visita do atual presidente dos EUA ao país natal do pai.

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Nascido e criado em solo americano, a primeira visita a Nairobi de Obama foi há 28 anos, quando tentava encontrar o seu lugar no mundo, revela o jornal 'New York Times'. Prestes a celebrar 54 anos de vida, é o primeiro a visitar o Quénia enquanto líder da Casa Branca.

O homem mais poderoso do mundo não poderá visitar os familiares com a mesma liberdade que teve nas primeiras visitas, primeiro enquanto cidadão anónimo e depois já como senador. O forte dispositivo de segurança não permite que Obama visite Kogelo, na região oriental do Quénia, aldeia de origem do pai. A assessora principal do presidente dos EUA, Valerie Jarret, referiu numa entrevistada citada pela Reuters que, "como qualquer pessoa", Obama "é curioso sobre a sua descendência". "Visitar o Quénia dá-lhe a oportunidade de fazer essa ligação pessoal", acrescentou a também amiga do chefe da Casa Branca.

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A ligação de Obama ao Quénia tem sido tema de destaque durante os seus mandatos à frente dos destinos de Washington. A teoria de que Barack Obama nasceu no Quénia e não no Hawai é frequentemente usada pela oposição para referir que, a confirmar-se, o norte-americano não poderia ser Presidente. As teorias condicionaram mesmo o relacionamento do presidente com África. Tal como o New York Times relembra, Obama passou apenas 24 horas na África subsariana durante o seu primeiro mandato. Já o seu segundo mandato, a 18 meses de terminar, foi de renovação das relações com o continente, através de projetos como o 'Power Africa'.

Uma limousine anti-bomba será o meio responsável por garantir a segurança de Brack Obama durante as suas deslocações em território queniano. #Política Internacional