Foram divulgadas as possíveis causas da morte de Maria de Fátima Carvalho de Brito, emigrante portuguesa encontrada sem vida no rio Astley Brook, em Manchester, durante o passado mês de abril, depois de ter sido dada como desaparecida pela família. A portuguesa, que foi encontrada a boiar no rio com a cara à superfície, debaixo de uma ponte perto da Avenida Eagley Brook, tinha sido dada como desaparecida pela filha, Carla Sofia Brito, quando foi comprar pão e não voltou.

Segundo o relatório divulgado agora pela Polícia de Greater Manchester, a filha da emigrante falecida explica que a mãe emigrou para Inglaterra em 2003, mas acabou por regressar a Portugal onde sofreu uma depressão depois de uma relação que terminou e após um incêndio na sua habitação.

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Esses factores levaram a que Fátima de Brito regressasse a Bolton durante o ano de 2014 para viver com os filhos, entre o apartamento da filha, em Astley brook Close, e do filho, em Stoke-on-Trent.

A portuguesa estava ainda referenciada pelos médicos como sofrendo de esquizofrenia, mas o médico legista que analisou o corpo, Alan Walsh, disse que não havia qualquer registo de danos auto-infligidos no corpo da vítima. Além disso, um relatório médico feito 7 meses antes do acidente demonstrava uma condição mental estável

Segundo o relatório da policia, três dias antes do trágico acidente a vítima teria estado brincar com uma bola com o neto de 6 anos, quando a mesma caiu no rio. A portuguesa terá avançado a rede e recuperado a bola, mas sem qualquer incidente. A filha acabou por revelar às autoridades que no dia do desaparecimento avistou uma bola no mesmo rio e que a mãe já teria avançado a rede anteriormente, pelo que não seria difícil repetir novamente o gesto.

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Emil Salmo, patologista no Royal Bolton Hospital, confirmou a morte por #Afogamento, e indicou que algumas lesões nos pulsos indicavam que poderá ter tentado saltar para o rio de forma deliberada, não sendo, no entanto, possível confirmar com total precisão se terá sido mesmo essa a causa da morte da emigrante portuguesa. #Emigração