Nesta manhã de sábado, pelas 06:30 (hora local), uma bomba atingiu o consulado italiano no Cairo, capital do Egito. Inicialmente apurou-se que 2 polícias e 3 civis estavam feridos, todavia uma fonte mais recente afirmou que a explosão terá feito um morto e deixado outras 4 feridas. Pensa-se que o engenho explosivo estaria por baixo de um automóvel, que se encontrava na proximidade do consulado. A bomba terá sido detonada remotamente.

Não estando fechada a contagem de vítimas, o número é reduzido, dada a hora matutina da explosão, não se encontrando assim ninguém dentro do edifício. A explosão foi ouvida em toda a capital e derrubou a fachada do edifício, provocou ainda o rompimento de canos, levando a que ocorresse uma inundação da área envolvente ao consulado. O rebentamento acabou por destruir também um pequeno "quiosque" de polícia que se encontrava ao lado do consulado. Nos destroços encontraram-se os restos de um carro, sendo que inúmeros pedaços da viatura se encontravam espalhados pela rua.

Paolo Gentiloni, ministro dos Negócios Estrangeiros da Itália, já se pronunciou na rede social Twitter sobre este atentado, afirmando que "a Itália não se vai intimidar". O ministro acrescenta ainda que não se registaram vítimas de nacionalidade italiana.

Este ataque ocorreu 10 dias depois dos jihadistas leais ao Estado Islâmico, no Iraque e na Síria, terem lançado uma onda de ataques simultâneos contra bases militares na península do Sinai, no Egito, acabando por matar pelo menos 64 soldados. Foi também há cerca de duas semanas que Hisham Barakat, procurador-geral do Egito, foi assassinado no Cairo. No inicio do mês de Julho o presidente do Egito, Abdel-Fattah el-Sissi comprometeu-se a "intensificar a batalha contra os militantes islâmicos", criando uma nova lei "anti-terror" (anti-terror law"). Estes ataques por parte dos militantes jihadistas, têm vindo a decorrer, provocando centenas de mortes, desde que o presidente Mohamed Morsi foi deposto a julho de 2013 por Sissi (ex-chefe do exército e atual presidente). #Terrorismo #Política Internacional