O ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, anunciou esta madrugada, 6 de Julho, a sua saída do governo. O anúncio foi feito poucas horas depois de ser conhecido o resultado do referendo nacional que deu a vitória ao 'Não'. Apesar de já antes ter admitido a possibilidade de abandonar o governo, esta decisão poderá ter tido origem em Alexis Tsipras, primeiro-ministro do país, que preferiu que Varoufakis saísse. E agora, qual será o futuro da Grécia e do resto da Europa?

Poucas horas depois de conhecido o resultado do referendo, Varoufakis anunciou no Twitter que há "uma certa preferência de alguns participantes do Eurogrupo, e vários 'parceiros', pela minha…'ausência' das suas reuniões; uma ideia que o primeiro-ministro julgou ser potencialmente benéfica para poder chegar a um acordo", conforme noticia o jornal Público.

Publicidade
Publicidade

Assim sendo, o ministro anunciou a sua saída de modo a facilitar as negociações com os credores, mas deixando sempre algumas farpas aos seus antigos colegas.

O ministro agora destituído, havia afirmado há dias atrás que podia sair do governo caso o 'Sim' vencesse. Porém a vitória foi do 'Não', com uma maioria de 61% dos votos, recusando assim a proposta dos credores, mas, mesmo assim Varoufakis saiu.

E agora Europa?

A vitória do 'Não' nas #Eleições do dia 5 de Julho era a decisão mais temida pelos líderes europeus. Durante o seu discurso, o primeiro-ministro grego admitiu que o resultado "mostrou que a democracia não pode ser chantageada". Já Varoufakis, na altura ainda ministro das Finanças, assegurou que "os gregos não podem pagar a dívida com sangue", conforme escreve o Jornal de Notícias.

Publicidade

Depois das eleições tanto a chanceler alemã Angela Merkel, como o presidente francês François Hollande, anunciaram que "concordam que o voto dos gregos deve ser respeitado", mas mesmo assim pediram uma reunião de emergência da zona euro. O Eurogrupo reunir-se-á então esta terça-feira a partir das 12h00 para negociar com o Governo grego. Contudo, os alemães já fizera saber que admitir uma redução da dívida grega está fora de questão.

Também na França, o ministro da Economia Emmanuel Macron defendeu o recomeço das negociações, enquanto o ministro dos Negócios Estrangeiros italiano Paolo Gentiloni afirma ser necessário procurar um acordo para sair do labirinto. Já em Portugal, o PS aproveitou a oportunidade para lançar farpas à oposição, dizendo que trataram a crise grega como um "assunto partidário", enquanto o PSD acha que os gregos devem agora encontrar soluções para o país. #Política Internacional