A emigrante portuguesa que admitiu ter esfaqueado o marido durante uma emboscada foi ontem condenada a um ano de prisão pelo Tribunal Real de Bristol, no Reino Unido. A pena será cumprida através de serviço comunitário, segundo avança o The Bristol Post. Maria Araújo, de 61 anos, esteve presente no tribunal com a ajuda de um intérprete e terá explicado que ligou ao marido, que não morava na mesma casa, para lhe dar uma ajuda com uns documentos, uma vez que a própria não percebia inglês. Durante a visita do companheiro, Eduardo Araújo, terá ocorrido uma discussão, que terminou com a portuguesa a pegar numa faca de cozinha, a qual utilizou para repetidamente esfaquear o marido numa coxa e na barriga da perna.

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María Araújo, que vivia em William Street, St Pauls, já se tinha declarado culpada em dezembro de 2013, pouco depois de ocorrerem os factos relatados. Nessa sessão, o tribunal condenou a portuguesa a novo julgamento em Abril de 2014, no qual foi acusada de ter ferido o companheiro com intenção de causar danos irreparáveis, ficando em prisão domiciliária com pulseira electrónica, o que equivaleu a 10 meses de pena cumprida, como explicou o tribunal durante o julgamento de ontem.

O juiz, Stephen Hall, confrontou a portuguesa com o facto de esta ter organizado um plano para conseguir atrair a vítima para lhe fazer uma emboscada, condenando-a na base de que o #Crime ocorreu apenas porque foi intenção da vítima atrair e atacar o marido. Para além do ano de serviço comunitário, a emigrante portuguesa terá de cumprir também uma pena suspensa de quatro meses, com recolher obrigatório entre às 20h e às 7h, onde estará com a medida de pulseira electrónica.

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Terá também que manter-se afastada do agora ex-marido e pagar-lhe uma indemnização de 60 libras.

O procurador do Ministério Público, Mark Hollier, informou durante a sessão que o casal Araújo esteve casado durante 19 anos e que tem um filho, mas que a relação começou a deteriorar-se, terminando quando Eduardo Araújo saiu de casa. Pouco tempo depois de se ter mudado, o português terá recebido uma chamada da esposa que lhe pediu ajuda com uns documentos. "Ele presumiu que fosse algo relacionado com os advogados para tratar do divórcio, mas quando lá chegou percebeu que os documentos não precisavam de qualquer tradução, e que tinha sido apenas uma desculpa inventada pela ex-mulher", acrescentou o procurador. A acusação alegou que foi uma desculpa para a visita, concordando com Eduardo Araújo, e explicando que o facto de o homem ter conseguido desarmar a mulher evitou que algo mais grave pudesse ter acontecido. #Emigração