Um jovem de nacionalidade portuguesa perdeu a vida no passado domingo, dia 12 de julho, depois de ser baleado por dois indivíduos que se deslocavam de scooter em plena rua do bairro de Moulins, na cidade francesa de Nice. Este trágico assassinato ocorreu por volta das 21h45, em frente a uma loja de flores, e causou ainda ferimentos graves numa mulher de 58 anos que ia a passar no local do #Crime. O jovem sucumbiu aos ferimentos durante a assistência médica, enquanto a mulher foi transportada para o Hospital Pasteur, em Nice.

Segundo informações fornecidas pela polícia, o jovem português de 22 anos fazia parte de um gangue que operava naquele bairro através do tráfico de droga, roubos, coacção e violência.

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O jovem terá sucumbido aos ferimentos provocados por uma arma de 9mm, disparada por um de dois indivíduos que se deslocavam em cima de uma scooter, transformando aquela rua em novo cenário de guerra. O português terá sido atingido no coração, enquanto uma bala perdida acabou por atingir a senhora de 58 anos que passava no local. O emigrante português já tinha sido baleado com cinco tiros durante o ano passado, no dia 14 de setembro, neste mesmo local, depois de uma rixa de gangues. Na altura, e apesar de ter dado entrada no Hospital Pasteur em estado crítico, o português sobreviveu.

O prefeito de Nice, Christian Estrosi, disponibilizou as imagens de vigilância à polícia para ajudar no reconhecimento dos criminosos, pedindo ao governo que tome medidas e desejando que "os autores deste actos inaceitáveis sejam identificados e que a resposta judicial seja igualmente rápida e firme".

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Já Eric Ciotti, presidente do conselho departamental de Alpes-Maritime, distrito onde ocorreu o crime, também mostrou o seu desagrado, dizendo que se recusa a ver a "cidade afogada no crime" ou os seus habitantes "afogados no medo". Eric Ciotti pediu ainda ao governo para "tomar as medidas necessárias e fortalecer a presença da polícia", assegurando que essa é a única forma de garantir a tranquilidade dos habitantes daquele distrito, terminando com um vinculativo "não há tempo a perder, é tempo de agir".

O promotor da cidade de Nice, Jean-Michel Priest, declarou numa conferência de imprensa, na passada segunda-feira, que a investigação está em curso, não divulgando informações formais relativas à identidade da vítima. #Emigração