Um emigrante português de 38 anos morreu electrocutado durante a tarde de ontem, dia 21 de julho, na localidade de Chaouze, comuna de Clairac, em Lot-et-Garonne, zona sudoeste da França. O português prestava serviços como trabalhador sazonal para uma empresa especializada na instalação de equipamentos de irrigação e acabou por perder a vida depois de se ter formado um arco eléctrico entre o poste de alta tensão da EDF e o material que se encontrava no solo.

Segundo informações fornecidas pelo Departamento de Polícia de Lot-et-Garonne, o trabalhador português, residente na região, estaria a trabalhar numa rampa de metal sob o poste de alta tensão, para montar o material de irrigação do campo onde estavam, quando se deu uma ruptura dielétrica de gás que produziu uma descarga de plasma.

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Esta descarga provocou o fenómeno conhecido como arco eléctrico, ou arco voltaico, que foi oriundo de um poste de alta tensão pertencente à empresa Électricité de France (EDF) e que se uniu com a rampa de metal que estava a ser montada pelo português. O choque provocou morte instantânea, sendo infrutíferas todas as tentativas de reanimação prestada pelos colegas presentes no local.

Geralmente, um arco eléctrico inicia-se após ocorrer um curto-circuito e é conduzido por dois eléctrodos, que neste caso terá sido o poste de alta tensão e a rampa de metal, havendo uma explosão no gás que percorre a distância entre os dois eléctrodos. Este tipo de curto-circuito em postes de alta tensão não é vulgar, no entanto, a presença de algum tipo de animal ou insecto, ou a acumulação de água ou deterioração do equipamento eléctrico, pode resultar num acidente como este.

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Esta morte do emigrante português está agora a ser investigada pela Direcção Regional das Empresas, da Concorrência, dos Consumidores, do Trabalho e do Emprego (DIRECCTE), que tem a seu cargo toda a inspecção de trabalho em solo francês.

Esta região francesa é bastante popular por entre a comunidade portuguesa que se dedica à agricultura, tendo vindo a sofrer bastantes cortes nos apoios durante os últimos anos, o que tem levado a sucessivas greves e paralisações dos agricultores. #Emigração