A Alemanha afirmou esta segunda-feira que não existem condições para negociar nova ajuda à Grécia. Steffen Seibert, porta-voz da chanceler alemã Angela Merkel, disse que não existem condições para ajudar a Grécia por causa da "decisão de ontem dos cidadãos gregos" no referendo. Foi um "não" bastante claro, e o governo alemão diz que respeita a decisão do povo grego. Porém, tornar-se-á mais difícil encontrar um entendimento. A Grécia encontra-se a atravessar uma fase de grandes dificuldades e tem uma dívida pública bastante avultada de cerca de 180% do seu PIB.

Steffen Seibert diz que a votação no referendo grego significa "uma rejeição do princípio que guiou as ajudas aos países europeus em dificuldades, o princípio segundo o qual a solidariedade e os esforços são indissociáveis". Contudo, Martin Jager, um porta-voz do Ministério das Finanças alemão, disse que não existem motivos alguns para negociar uma nova reestruturação da avultada dívida pública grega, que é o que é pedido pelo governo de Atenas. "Não é um tema para nós. Não há razão para nos lançarmos outra vez nesta discussão", adiantou Jager.

Apesar da situação que se gerou com o resultado da votação, a Alemanha diz que não pretende empurrar nem influenciar a saída da Grécia da zona do #Euro. Segundo o porta-voz da chanceler Angela Merkel, "cabe à Grécia fazer o que for preciso para permanecer na zona euro", pondo do lado da Grécia decidir o que fazer para o futuro.

O ministro das finanças grego, Yanis Varoufakis, renunciou ao seu cargo, na sequência dos resultados de ontem. A sua renúncia é considerada um gesto de Atenas direccionado aos seus credores, com quem o agora ex-ministro mantinha relações bastante tensas. Em relação à renúncia de Varoufakis, o porta-voz da chanceler diz que o que conta "são as posições e não as pessoas".

Steffen Seibert diz ainda que Angela Merkel vai reunir-se hoje em Paris com o presidente francês a fim de analisarem em conjunto as consequências do referendo e organizarem as próximas etapas. #Política Internacional