Ángel Perez está a ser visto como um herói por toda a imprensa internacional. O menino guatemalteco de apenas 12 anos terá sido sequestrado por um gangue local e obrigado a matar uma pessoa inocente, sob ameaça de ser morto caso não o fizesse. O rapaz terá pedido que o matassem, atirando-o da ponte, a ter que matar um homem inocente. O gangue atirou Ángel de uma das maiores pontes da América Central, com mais de 135 metros de altura, e ele não conseguiu sobreviver aos graves ferimentos.

O heroico Ángel Perez tinha duas opções: matar um motorista com uma arma dos criminosos, ou então ser morto por estes. O jornal inglês "Mirror" garante que o menino nunca teve dúvidas que preferia morrer a matar e terá escolhido na hora da sua morte ser atirado de uma ponte ou então ser cortado aos bocadinhos.

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Ángel escolheu a primeira opção e, apesar de ter sobrevivido à queda e de ter sido encontrado pelo seu pai três dias depois, tinha-se magoado com gravidade e não aguentou os ferimentos profundos, morrendo duas semanas depois.

A emocionante história merece destaque em toda a imprensa internacional e está a emocionar milhões de pessoas à volta do mundo. No Twitter, a hashtag que faz referência a esta história dramática já é "trending" e as mensagens de apoio e solidariedade para com a família do rapaz já ultrapassam as centenas de milhares. Para todas estas, o jovem Ángel Perez foi um herói, sacrificando a sua vida para não matar alguém desconhecido. Um exemplo de coragem, em que os valores morais são maiores e mais fortes que quaisquer ameaças de morte.

O gangue guatemalteco, até ao momento, não foi identificado, mas este tipo de actividades é cada vez mais recorrente neste país.

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Muitos gangues, tal como aconteceu com o menino de 12 anos, sequestram crianças e obrigam-nas a matar quem eles pretendem, para que os criminosos possam assim afirmar que nunca haviam matado ninguém. O choque desta dramática história afectou milhões de pessoas e os governantes da Guatemala já garantiram mais polícia e supervisão em todas as ruas do país, afim de evitar um novo caso como o do herói Ángel Perez. #Crime