Perto das dez da manhã deste domingo, dia 5, um homem-bomba entrou numa igreja pentecostal cristã sem levantar suspeitas e fez-se explodir de imediato. A igreja estava em construção e situa-se no bairro de Jigawa, nos arredores de Potiskum, no nordeste da Nigéria. Segundo declarações feitas à AFP por um polícia e por um habitante local, o ataque provocou a morte de cinco pessoas, entre as quais o Pastor e uma mulher e os seus dois filhos. Mal soou o alarme do acidente a polícia deslocou-se de imediato ao local e encontrou homens e mulheres atordoados com a explosão.

Segundo as autoridades locais, "quatro fiéis morreram de imediato, enquanto que a quinta vitima morreu pouco depois de chegar ao hospital". Garba Manu, um habitante local que testemunhou o sucedido, diz que o homem-bomba "estava vestido como os outros fiéis" e que mal entrou nas imediações fez-se explodir. "Eu vi-o a entrar na igreja sem levantar qualquer suspeita", adiantou a testemunha à AFP.

Potiskum, capital económica do estado de Yobe, tem sido alvo de vários ataques, incluindo ataques suicidas, desde a insurgência islâmica do Boko Haram, que se deu há seis anos, mas este ataque ainda não foi reivindicado por nenhum grupo.

Boko Haram é um grupo extremista islamita que, no ano passado, assumiu o controlo de uma área bastante vasta no nordeste da Nigéria e declarou um califado islâmico.

Quando Muhammadu Buhari, presidente da Nigéria, tomou posse a 29 de maio, o país passou uma das piores semanas da sua história. O país sofreu constantes ataques e centenas de pessoas foram mortas em poucos dias pelo Boko Haram durante o Ramadão.

Esta onda violenta de ataques teve início esta quarta-feira, dia 1 de julho, e já atingiu diversas aldeias de Borno. O estado de Borno situa-se no nordeste da Nigéria e é o epicentro da insurgência de Boko Haram que agora é também afiliado do grupo Estado Islâmico.

A Nigéria é o país mais populoso do continente africano, com cerca de 160 milhões de habitantes e há já vários anos que tem sido um alvo frequente de violência étnica e religiosa. #Terrorismo