Nesta quarta-feira o Governo conservador do Reino Unido anunciou que estão em debate, na Câmara dos Comuns, novas reformas que irão restringir o direito à #Greve. A penalização dos piquetes, permissão de contratação temporária e o aumento da percentagem de apoio exigida, são algumas das medidas. Segundo o Jornal de Notícias, esta é a maior reforma dos direitos sindicais desde a época de Margaret Thatcher, a "dama de ferro". As novas medidas revelam-se em prol das empresas.

O projeto-lei dos sindicatos exige que uma greve só se poderá realizar após uma votação de pelo menos 50% dos membros do sindicato que a convoca. No entanto, nos serviços públicos, como a saúde, educação, bombeiros, transportes, segurança de fronteiras e energia, será necessário o apoio de pelo menos 40%.

As novas medidas estabelecem também que os sindicatos devem informar a direção das empresas da decisão de fazer greve com 14 dias de antecedência. Têm também de ceder autorização à contratação de novo pessoal para substituir os que aderirem à greve.

O novo texto proíbe a constituição de piquetes de greve de mais de seis pessoas, porque poderá levar à "intimidação" dos trabalhadores que decidam renunciar à greve. Piquetes com elementos acima dos números estabelecidos podem ser detidos. O projeto governamental estabelece ainda que os membros do sindicato podem decidir se querem dar parte da quota ao Partido Trabalhista, o que é um procedimento atualmente automático.

A nova reforma já trouxe desagrado a algumas partes, nomeadamente à secretária-geral da Confederação sindical da Grã-Bretanha, Frances O'Grady, que disse à Sky News que a nova lei é "um ataque desnecessário aos direitos e liberdades cívicas dos trabalhadores". Por outro lado, a subdiretora geral da Confederação da Indústria britânica, Katja Hall, valorizou a proposta: "Reflete melhor as práticas e a força laboral na atualidade", disse também à Sky News.

A legislação sindical e das greves no Reino Unido é uma das mais restritivas na Europa, desde a década de 1980, altura em que Margaret Thatcher ilegalizou o direito à greve geral. #Política Internacional