O presidente Barack Obama pede que o genocídio que ocorreu na cidade de Srebrenica em 1995 seja chamado pelo nome. Este pedido ocorre dois dias após a Rússia ter desaprovado a resolução do Conselho de Segurança da ONU, que classificava este massacre de genocídio. Barack Obama discorda assim, da Rússia e felicita aqueles que se irão reunir hoje em Srebrenica para a cerimónia de 20 anos. Obama afirma ainda que "somente chamando o mal pelo seu nome é que podemos encontrar força para o superar". Faz hoje 20 anos que cerca de 8000 bósnios muçulmanos, na sua maioria rapazes e homens de diferentes idades, foram assassinados na cidade de Srebrenica na Bósnia.

A guerra da Bósnia iniciou-se em 1992 e teve o seu término em 1995, sendo o dia 11 de Julho considerado o mais sangrento de todo este conflito. Em Abril de 1993 a cidade de Srebrenica foi declarada pelas Nações Unidas como um "refúgio seguro". No entanto, a 11 de Julho de 1995 a UNPROFOR (Unitds Nations Protection Force), isto é, a Força de Proteção das Nações Unidas, não conseguiu impedir o massacre provocado pelas tropas sérvias sob o comando do general Ratko Mladic. Estas invadiram a cidade e a população acabou por se refugiar no complexo das Nações Unidas. No entanto, após dois dias de pedidos de ajuda à ONU, em Genebra, não obtiveram resposta e os refugiados acabaram por sucumbir às tropas de Mladic. Os soldados organizaram as pessoas por género, acabando por executar cerca de 8000 crianças, adultos e idosos do sexo masculino. Para além destas execuções, também houve denúncias de violações, seguidas de assassinatos de mulheres e crianças.

Mais tarde no mesmo ano, quando Mladic foi indiciado por genocídio, o juiz Fouad afirmou que "havia evidências de uma inimaginável selvajaria... centenas de homens enterrados vivos, homens e mulheres mutilados e massacrados, crianças mortas diante das mães, um avô obrigado a comer o fígado de seu próprio neto...".

Na cerimónia dos 20 anos que decorrerá hoje irão ser enterradas cerca de 130 vitimas. Nesta cerimónia irão ainda estar presentes o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o primeiro-ministro sérvio Aleksandar Vucic. #Política Internacional #Violência