Foi depositado um bouquet de flores, acompanhado de algumas velas, no local onde foi assassinada uma portuguesa de 40 anos, na passada sexta-feira, na Avenida Bergières, em Lausanne, mas não há qualquer indício da identidade da vítima nessa homenagem. Este tributo anónimo está a aguçar a curiosidade mórbida dos habitantes desta movimentada avenida situada na zona oeste de Lausanne, que atribuem o gesto de homenagem às mulheres que trabalham num bordel, situado a cerca de 30 metros do local onde a vítima terá sido esfaqueada pelo marido, de 37 anos.

Segundo avança o jornal suíço Le Matin, o proprietário do bordel afirmou que o assassino mantinha uma relação com a portuguesa, mas não confirmou se a mulher trabalhava num dos três estúdios do estabelecimento situado num edifício vermelho naquela avenida.

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O proprietário adiantou também que a família da vítima ainda não foi notificada. O porta-voz da Polícia de Lausanne, Sébastien Jost, revelou que o assassino tem também nacionalidade portuguesa e encontra-se agora fora de perigo, estando a ser interrogado no Hospital Universitário para se apurar os motivos do #Crime.

Bairro dividido entre a consternação e o choque

Quase todos em Bérgieres concordam que se tratou de um crime passional, mas há vários rumores sobre os possíveis motivos deste cenário de terror que se montou na passada sexta-feira em plena avenida. O mais consensual será que o homem apanhou a companheira a prostituir-se num dos estúdios do bordel e que terá cometido aquela loucura. Esse é, aliás, um mote para que a população daquela zona se revolte contra aquele estabelecimento, com várias pessoas a testemunhar ao Le Matin que "os carros desfilam durante todo o dia para utilizarem o bordel, isto em frente a várias escolas repletas de crianças".

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Um homem que mora ao lado do bordel contou que ouviu "gritos de várias pessoas" enquanto estava a subir as escadas de casa e voltou para a rua, onde viu "uma scooter parada ao lado de uma carrinha branca", tendo mesmo pensado que se tratava de um acidente. Contudo, quando o homem se aproximou do local percebeu que os veículos tinham parado para prestar auxílio à mulher esfaqueada, havendo um total de cinco pessoas que tentavam estancar o sangue da vítima. A testemunha adiantou ainda que a ambulância demorou 30 minutos a chegar e que foi um homem presente no local que salvou o assassino através de compressão nas feridas. Outra testemunha contou ao mesmo jornal que uma mulher tentou ainda reanimar a vítima, mas sem sucesso.

O caso está entregue à Polícia de Lausanne, que já terá em seu poder informações sobre a vítima, não se sabendo ainda se a identidade será divulgada. #Emigração