O Ministério dos Negócios Estrangeiros anunciou hoje, através de um comunicado divulgado por parte da agência estatal KCNA, que a Coreia do Norte estará preparada para lançar as suas tropas sobre a Coreia do Sul. O ultimato lançado pelo governo de Pyongyang exigiu que Seul pare não só com a guerra de propaganda, como também com as ameaças de operações militares. Neste sentido, Kim Jong-Un ordenou ontem às APC (as forças militares situadas na zona desmilitarizada entre as duas Coreias) para permanecerem em estado de guerra. Ainda assim, a CNN confirmou hoje que os dois lados concordaram em encontrar-se na fronteira DMZ (Demilitarized Zone) por forma a discutir os acontecimentos dos últimos dias, bem como o ultimato lançado.

Publicidade
Publicidade

De acordo com o comunicado anteriormente referido, os exércitos do Norte estão preparados para avançar e não está descartada a hipótese de uma "guerra total" entre a Coreia de Park Geun-hye e a Coreia de Kim Jong-Un. Além da ameaça de guerra, de acordo com o Notícias ao Minuto, o comunicado referiu que a calma entre os dois lados só voltará quando as mensagens de propaganda cessarem, tendo os comandantes das forças armadas norte-coreanas recebido ordens para destruir os altifalantes, que descrevem como "intrumentos de guerra psicológica", e avançar com vários contra-ataques. 

Não é a primeira ameaça que a Coreia do Norte dirige à Coreia do Sul. Desta vez, a tensão entre os dois países surgiu devido ao facto de os altifalantes sul-coreanos, localizados na fronteira que separa os dois países, estarem a transmitir mensagens de propaganda.

Publicidade

Na passada quinta-feira o regime de Pyongyang resolveu disparar obuses sobre vários altifalantes sul coreanos, ao que Seul respondeu disparando vários obuses que caíram, na sua maioria, do outro lado da DMZ.

Antes deste incidente, no início do mês de agosto, dois soldados sul-coreanos ficaram feridos com gravidade após um ataque com minas. Seul culpou a Coreia do Norte, que negou qualquer envolvimento com o incidente. No entanto, foi este ataque que levou a Coreia do Sul, presidida atualmente por Park Geun-hye, a retomar a guerra de propaganda através dos altifalantes da fronteira.

A última vez que a Coreia de Kim Jong-Un atacou diretamente a Coreia do Sul foi em 2010, quando a ilha de Yeonpyeong foi bombardeada, resultando na morte de dois soldados e dois cidadãos, ao que Seul retaliou com o lançamento de obuses. Relembra-se que, após o fim da Guerra da Coreia em 1953, nunca foi oficialmente assinado um tratado de paz entre os dois lados.

Várias entidades, nomeadamente os Estados Unidos e a ONU, têm manifestado preocupação em torno das tensões crescentes dos últimos dias. Ainda hoje os dois lados irão reunir-se na DMZ por forma a discutir um possível acordo. Contudo, a Coreia do Sul incentivou que os habitantes que residam nas zonas perto da fronteira, mais especificamente no distrito de Yeoncheon, sejam evacuados por precaução. #Política Internacional