É através de uma carta de intenção, assinada com o governo da República da Eslováquia, que o grupo britânico Jaguar Land Rover (JLR) prevê uma nova fábrica em Nitra, no oeste do país. O grupo, nos últimos cinco anos, foi responsável por um investimento de mais de 15 mil milhões de euros, empregando mais de 20 000 pessoas nas suas instalações existentes no Reino Unido, China e Índia. "A expansão dos nossos #Negócios globais é essencialmente para suportar, a longo prazo, o crescimento resistente", admite Ralf Speth, Chief Executive Officer da marca, num comunicado divulgado pela empresa. Após uma vasta análise em várias localizações, passando pela Europa, Estados Unidos da América e México, Speth justifica a escolha graças à sua "indústria automóvel premium estabelecida", provando-se "uma atraente oportunidade de desenvolvimento".

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Estão a decorrer estudos entre as duas entidades (JLR e o governo eslovaco) para garantir a viabilidade do projeto, procurando assegurar uma capacidade de produção na ordem dos 300 000 veículos durante a próxima década. Está previsto que as primeiras unidades estejam prontas a rolar da linha de montagem em 2018.

Robert Fico, primeiro-ministro da Eslováquia, responde com entusiasmo à entrada do grupo no seu mercado: "Estamos empenhados em desenvolver a indústria premium da Eslováquia e, caso sejamos bem-sucedidos, o investimento representará um passo significativo para alcançar isto". A JLR junta-se assim a outras empresas como a Volkswagen (Bratislava), PSA (Trnava) e Kia (Žilina).

Através de um investimento de cinco mil milhões de euros em 2015/16, o grupo irá lançar 12 novos e renovados veículos a partir apenas das suas instalações no Reino Unido.

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Com a próxima novidade já bem estipulada (o primeiro SUV da Jaguar, o F-PACE), especula-se que um dos "novos" modelos poderá ser a próxima geração do mítico Land Rover Defender. De acordo com o Financial Times, citado pelo WorldCarFans no final de maio, a próxima geração seria construída numa nova fábrica no leste europeu. Agora sabe-se que a linha de produção não será na Hungria ou Polónia, como era falado, mas sim na República Eslovaca.