Num vídeo divulgado na segunda-feira, dia 31, foram executados quatro reféns. Tratavam-se de combatentes xiitas iraquianos que lutavam contra o autoproclamado Estado Islâmico. Os jihadistas afirmam que se trata de uma vingança pelas mortes dos membros do Estado Islâmico. Os quatro reféns foram acorrentados, pendurados e queimados até à morte.

Quatro reféns iraquianos foram acorrentados com pernas e mãos atrás das costas. As correntes passaram pelos pulsos, mãos e cintura e deixaram os quatro homens, vestidos de cor-de-laranja, pendurados numa estrutura metálica. Petróleo foi derramado no chão, por baixo deles. O carrasco surge nas imagens de cara tapada, com uma tocha erguida que acaba por encostar às manchas de petróleo que tinha derramado pelo chão.

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As chamas rapidamente correm pelo combustível, chegando aos prisioneiros que se agitam em desespero, antes de serem consumidos pelas chamas. As imagens são chocantes e fazem parte do mais recente vídeo divulgado pelo autoproclamado Estado Islâmico. Segundo o site da Globo, a acção foi desencadeada como forma de vingança, após quatro membros do Estado Islâmico terem, supostamente, sido mortos por forças pró-governo.

Um vídeo divulgado pelo comandante Abu Azrael acabou por enfurecer o grupo radical, o que poderá ter desencadeado a vingança da qual os quatro combatentes iraquianos foram vítimas. No vídeo divulgado por Azrael, de 40 anos, havia imagens de jihadistas a serem cortados em pedaços e também queimados vivos. Azrael agitou a opinião pública com a divulgação do vídeo, uma vez que agiu da mesma forma que os terroristas que criticava.

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A explicação do Estado Islâmico para a execução dos quatro iraquianos é baseada numa citação do Alcorão que diz: “irá puni-lo com o mesmo dano que lhe causaram", o que, segundo o The Independent, levou os especialistas a considerar que se trata de uma vingança pelo acto de Azrael. No ínicio do vídeo os quatro reféns aparecem a ver o vídeo divulgado por Azrael, como se fossem assim informados do motivo para a sua tortura. #Religião #Terrorismo