A Câmara Municipal de São Paulo, durante a noite do dia 9, aprovou uma decisão que foi recebida com aclamações por parte de vários taxistas que exercem as suas funções na cidade brasileira. As votações apresentaram os seguintes resultados: quarenta e três votos mostraram-se a favor do projeto lei, três foram contra e cinco optaram pela abstenção face à decisão. Tal como se notou em Portugal, também no Brasil decorreu uma manifestação que travou várias ruas e avenidas principais da cidade com filas de cerca de 50 quilómetros. De acordo com o G1, o porta voz da Uber no Brasil (Fábio Sabba) não prestou grandes declarações face a esta decisão, relembrando que o serviço ainda continua a existir em São Paulo e que a sua implementação definitiva está dependente da palavra final do presidente da autarquia.

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A mesma fonte referida anteriormente explica que esta medida pretende não só proibir o serviço que tem sido motivo de polémica, mas também pretende que a câmara ajude a promover estudos que aperfeiçoem a #Legislação em torno do transporte individual de passageiros. Outro dos objetivos pretendidos passará por compatibilizar novos serviços com tecnologia, pretendendo que os utilizadores de transportes individuais tenham acesso a uma ferramenta que possibilite a avaliação de um serviço, bem como do seu motorista e respetivo veículo. 

A decisão foi recebida com euforia da parte dos taxistas de São Paulo, que celebraram com o lançamento de fogos de artifício na parte de fora da Câmara Municipal. Durante a votação tanto os taxistas como os motoristas da Uber acompanharam o processo, exibindo cartazes com mensagens que apoiavam as suas respetivas causas.

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Tal como aconteceu em Portugal no passado dia 9, também em São Paulo decorreu uma manifestação de taxistas que condicionou severamente o trânsito na cidade. O G1 revelou que, ao mesmo tempo que decorria esta revolta, a Uber criou, no mesmo dia, uma promoção intitulada "São Paulo não Para", promoção essa que ofereceu corridas gratuitas aos interessados entre as 13h00 e as 16h00 desse mesmo dia.

O projeto de lei aprovado seguirá, entretanto, para Fernando Haddad, presidente da autarquia, que terá quinze dias para tomar a decisão final face à proposta. Caso a resposta final seja afirmativa, assim que a lei for publicada no Diário Oficial, entrará oficialmente em vigor na cidade brasileira.