Aylan Kurdi tinha apenas três anos e ficou conhecido no mundo pelas razões mais tristes. O seu corpo estendido na praia, de barriga para baixo, é o reflexo da crise migratória que temos assistido nos últimos tempos. Aylan é apenas uma das 2500 pessoas que só este ano já morreram ao tentar atravessar o Mediterrâneo. A fotografia da criança morta tornou-se viral em poucas horas e muitos são aqueles que apelaram aos líderes mundiais para que agissem.

Os corpos de duas crianças deram, esta quarta-feira, 2 de Setembro, à costa numa das zonas balneares mais conhecidas da Turquia, perto do porto de Bodrum. Eram Aylan e Galip Kurdi, de três e cinco anos, respetivamente.

Publicidade
Publicidade

Viajavam com os pais, fugidos da Síria, de um país onde a morte era quase certa. Contudo, o sonho de recomeçar na Europa acabou em tragédia, as crianças e a mãe morreram tendo apenas sobrevivido o pai. Viajavam ao todo 23 pessoas em duas embarcações que acabaram por naufragar. Doze deles morreram, dois continuam desaparecidos.

A fotografia do corpo estendido na areia é destaque de capa nas diversas publicações mundiais. Em Portugal a imprensa expõe a imagem, com o Jornal de Notícias afirmando que o corpo desta criança “transforma-se no símbolo da crise de refugiados”. Pelo mundo fora os títulos dos principais jornais mostram a dura realidade da crise dos refugiados. Frases como “A Europa não o pôde salvar”, “O filho de alguém” ou “É uma questão de vida e morte” estarão patentes nos matutinos desta quinta-feira, 3 de Setembro.

Publicidade

Mas esta chocante imagem devia ou não ser publicada? Muitos acreditam que sim. O site brasileiro UOL acredita que “imagens influenciam o curso da história” e que antes de serem jornalistas são também pais, filhos e tios. Mais adiantam ainda que as palavras não seriam suficientes para descrever a tragédia que se vive entre a Europa e Médio Oriente.

Em poucas horas a hastag #KiyiyaVuranInsanlik, que significa “a humanidade deu à costa”, tornou-se uma das mais utilizadas no Twitter. Entre os comentários pede-se a atuação dos líderes mundiais e que a Europa acorde para o problema dos refugiados. #Naufrágio #Afogamento