Pelo menos 128 pessoas morreram e 300 ficaram feridas, sendo 80 deles casos graves, nesta sexta-feira 13, em Paris. Os tiroteios e os ataques de bombistas-suicidas já foram reivindicados pelo Estado Islâmico, que diz vingar-se da França. As explosões aconteceram perto do Estádio de França, onde decorreu um jogo amigável de futebol entre as selecções francesa e alemã. A sala de espectáculos Bataclan foi cenário de uma situação de reféns.

Os oito terroristas encontram-se mortos; 7 deles suicidaram-se e outro foi abatido pelas autoridades francesas na sala de espectáculos. Um dos presumíveis terroristas que tomou de assalto o Bataclan foi identificado, através das impressões digitais, como sendo francês e conhecido pelas autoridades.

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Os terroristas tinham a cintura cheia de explosivos. Foi encontrado um passaporte sírio e outro egípcio perto de um dos corpos dos terroristas.

O presidente francês, François Hollande, declarou “estado de emergência” no país e três dias de luto. Anunciou também que reinstaurou o controlo das fronteiras e mobilizou 1500 soldados para a capital. O presidente pediu “compaixão, solidariedade e união”.

Os atentados

Um dos principais epicentros dos ataques foi a sala de espectáculos Bataclan, onde estiverem reféns várias pessoas. Nesta sexta-feira à noite, a banda norte-americana Eagles of Death Metal estava a dar um concerto. Os terroristas entraram na sala de espetáculos e começaram a disparar contra a multidão com uma kalachnikov. Nas redes sociais, alguns reféns publicaram mensagens dizendo que as pessoas estavam a ser abatidas uma a uma.

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Duas explosões aconteceram perto do Estádio de França, onde decorria um jogo amigável de futebol entre a seleção francesa e alemã. Apesar de ser ouvido o estampido no estádio, o jogo continuou. Hollande era um dos espectadores e foi retirado de emergência do estádio. Os jogadores só tiveram conhecimento dos incidentes no final do jogo, quando saíram do relvado e viram as notícias nas televisões instaladas nos corredores. Sabe-se que as explosões aconteceram devido a duas bombas.

O restaurante Le Clarillon no 10º bairro (arrondissement) de Paris foi também alvo dos terroristas. Vários tiros foram disparados com uma Kalachnikov. Segundo informações não confirmadas, houve 14 mortos. É de salientar que o restaurante situa-se perto dos escritório do jornal Charlie Hebdo, que também foi alvo de ataque por parte dos jihadistas no dia 7 de Janeiro de 2015.

No 11º bairro de Paris, atiradores abriram fogo contra clientes do bar La Belle Equipe, na rua Charonne. O resultado foram 19 mortos e 13 feridos em estado crítico. Na rua Beaumarchais houve 7 feridos, sendo 3 deles graves e na rua de la Fontaine-au-Roi, no terraço da pizzaria La Casa Nostra, registaram-se 5 mortos. #Terrorismo