O autoproclamado Estado Islâmico emitiu neste sábado um comunicado em que reivindica os atendados terroristas ocorridos em Paris, França, na noite de sexta-feira, dia 13 de novembro, que mataram mais de 100 pessoas e deixaram pelo menos 300 feridos. De acordo com o documento publicado nas redes sociais, o grupo terrorista afirma que os atentados são “resposta aos insultos ao profeta Maomé e aos ataques aéreos franceses”, na Síria contra os muçulmanos. Dizem também que a França continuará a ser “um dos principais alvos” do Estado Islâmico.

Ainda no comunicado, pode ler-se que os atentados foram planeados com antecedência e levados a cabo por “oito irmãos que carregavam cintos explosivos e armas”.

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Os atentados ocorreram em seis locais diferentes da cidade de Paris. Elementos ligados ao Estado Islâmico fizeram explodir bombas perto do Estádio de França onde se encontrava o presidente francês, François Hollande, e mais de 80 mil pessoas que acompanhavam o jogo particular França-Alemanha. Os ataques aconteceram entre as 21h20 e 22h30, horário local. Na mesma altura, outros terroristas entraram na sala de espetáculos Bataclan e atiraram impiedosamente contra a plateia, matando pelo menos 100 pessoas. No local encontravam-se 1500 pessoas a assistir ao concerto da banda Eagles of Death Metal. Três terroristas foram mortos pela polícia. Houve também restaurantes no coração da cidade atingidos com tiros, o que causou catorze vítimas nas ruas Alibert e Charonne. Uma pizzaria na rua de La Fontaine foi igualmente alvo do massacre, matando cinco pessoas, segundo o jornal L’Observateur.

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Fançois Hollande declarou estado de emergência em França e decretou luto de três dias, afirmando que o terror tinha sido planeado pelos defensores do Estado Islâmico ainda antes do comunicado oficial.

Os tiroteios reacendem o clima de terror na cidade. Em janeiro deste ano, dois homens armados invadiram a sede do jornal satírico "Charlie Hebdo" matando 12 pessoas e atacaram um supermercado, o que aumentou para 18 o número de mortos nestes atentados. #Terrorismo