Um avião da companhia Air France foi obrigado, na madrugada deste domingo, a realizar uma aterragem de emergência no Aeroporto Internacional Moi, também conhecido como Aeroporto de Mombasa, depois de ter sido descoberto um pacote suspeito a bordo. Segundo a polícia queniana, o voo AF 463 era proveniente da Ilha Maurícia e tinha como destino o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, a capital de França. A bordo seguiam 459 passageiros e 14 membros da tripulação. A aeronave tinha deixado a ilha localizada perto de Madagáscar, ao leste de África, no Oceano Índico, pelas 21 horas locais e deveria ter aterrado em França às 05:50 (menos uma hora em Portugal), contudo, passados 37 minutos da meia-noite, o comandante viu-se obrigado a aterrar no aeroporto junto à costa do Quénia.

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Segundo Charles Owino, porta-voz da polícia, foi pedida uma aterragem de emergência depois de um dispositivo suspeito de ter uma bomba ter sido descoberto na casa de banho do aparelho francês. Os procedimentos habituais para estas situações foram seguidos com normalidade, com a aterragem de emergência a ser devidamente preparada, o avião a conseguir  aterrar sem problemas de maior e os passageiros a serem retirados de forma ordeira.

Após a saída dos passageiros, entraram os especialistas em explosivos da Marinha e do departamento de investigações criminais da polícia, que foram chamados ao local e levaram o pacote suspeito a fim de desmontá-lo e verificar a existência de explosivos, segundo explicou o inspector-geral da polícia, Joseph Boinnet, através da sua conta no Twitter.

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A situação foi confirmada ao longo da manhã e originou a detenção de dois suspeitos, que estão a ser interrogados pelas forças de segurança quenianas.

A aeronave era um Boeing 777 e, na manhã deste domingo, continuava parada na pista do Aeroporto de Mombasa.

A companhia francesa Air France confirmou o envio de outro avião de modo a que os 459 passageiros que seguiam a bordo do voo AF 463 pudessem dar continuidade à sua viagem na tarde de hoje. #Terrorismo