De acordo com a agência noticiosa local Xinhua, o alerta vermelho de poluição atmosférica, o terceiro pior numa escala de seis, vai obrigar ao encerramento de escolas e impedir os habitantes de participarem em atividades ao ar livre. A emissão deste alerta acontece quando a China, considerado o país mais poluente do mundo, participa na Cimeira de Paris sobre as alterações climáticas, na qual um dos temas em destaque são as emissões de partículas de carbono para a atmosfera. Apesar dos atuais níveis de poluição em Pequim serem mais baixos do que os da semana passada, houve a necessidade de lançar o alerta devido à possibilidade de um aumento do nível de poluição do ar nos próximos dias.

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As autoridades locais esperam que a cidade viva sob uma intensa "nuvem de fumo" durante pelo menos mais três dias consecutivos.

O encerramento das escolas e cancelamento de atividades ao ar livre irão acontecer a partir das 07:00 locais de dia 8 de dezembro, 23:00 de hoje em Lisboa, e decorrerão até às 12:00 de dia 10 de dezembro, altura em que se prevê a chegada de uma frente fria ao país que, de acordo com os especialistas, irá limpar a poluição atmosférica do ar que o país tem sentido.

O canal noticioso CCTV informou, no passado fim de semana, que houve locais da cidade de Pequim que tiveram apenas uma visibilidade de 200 metros.

A poluição atmosférica tem-se agravado devido à alimentação a carvão das indústrias, devido aos sistemas de aquecimento, bem como devido às emissões de carbono dos veículos que circulam pela cidade e ainda devido a poeira gerada pela construção civil.

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Também a elevada humidade e a falta de vento contribuem para o seu agravamento.

De acordo com a Embaixada dos Estados Unidos da América, a média diária da qualidade do ar da capital chinesa concentra-se, desde 2008 até 2015, no nível vermelho, sendo composta por 49% de ar não saudável.

Por volta das 18:00 locais, 10:00 em Portugal Continental, a Embaixada fez nova medição da quantidade de partículas de combustão PM 2.5 no ar da capital chinesa. Após a respetiva análise, os especialistas concluíram que a sua presença era dez vezes superior ao limite máximo recomendado. #Ambiente