De acordo com o que o jornal britânico The Guardian apurou, Donald Trump afirmou que iria adiar a sua visita a Israel para uma reunião com o Primeiro-ministro (PM) israelita, Benjamin Netanyahu, até que “se torne presidente dos Estados Unidos da América”.

Benjamin Netanyahu confirmou na passada quarta-feira que, apesar dos protestos que têm acontecido um pouco por todo o mundo sobre a polémica declaração do potencial candidato republicano, iria ter uma reunião com o candidato favorito dos norte-americanos a suceder ao atual presidente, Barack Obama.

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Algumas horas após confirmar a reunião, o gabinete de comunicação do PM israelita publicou um comentário na rede social Twitter afirmando que, apesar de Benjamin Netanyahu não concordar com os comentários que Donald Trump fez, devia, na sua condição política, receber qualquer candidato presidencial que decidisse visitar Israel.

De acordo com o tweet, "esta política [de receber os candidatos presidenciais] não representa o apoio a qualquer candidato nem aos seus pontos de vista. Pelo contrário, é uma expressão da importância que o PM atribui à forte aliança entre Israel e os Estados Unidos”.

Após os últimos comentários do candidato, a polémica visita tem gerado muita contestação de alguns deputados israelitas, judeus e muçulmanos.

Esta contestação originou uma carta, assinada por 37 deputados israelitas, solicitando que Donald Trump fosse impedido de visitar o país.

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A carta, redigida pelo deputado Michael Rozin, e assinada por deputados de partidos parlamentares da oposição, revelava que "enquanto os líderes de todo o mundo condenam os comentários racistas e ultrajantes do candidato presidencial republicano, Benjamin Netanyahu está calorosamente a acolhê-lo", adiantando que qualquer reunião entre ambos iria "desgraçar o caráter democrático israelita e magoar os seus cidadãos muçulmanos".

Um dos aliados políticos mais próximos do PM israelita, o Ministro da Energia Yuval Steinitz, foi a uma rádio nacional, a Rádio do Exército de Israel, na qual afirmou ser a favor do "combate ao terrorismo e extremismo islâmico", mas que jamais iria "declarar um boicote, a favor do ostracismo [exclusão social], ou uma guerra contra os muçulmanos em geral".

O candidato que lidera nas sondagens da corrida à presidência dos EUA explicou em entrevista à Fox News que decidiu adiar a sua visita por não querer que Benjamin Netanyahu se sinta "sob pressão", tendo ainda acrescentado que a sua decisão prendeu-se ainda com o facto de estar "a meio de uma campanha eleitoral que corre muito bem e que [a viagem] não seria fácil". #Política Internacional #Eleições Americanas